Dirigido por Doug Aarniokoski, com Adrian Paul, Christopher Lambert, Bruce Payne e Lisa Barbuscia, “Highlander — A Batalha Final” tenta unir o cinema e a televisão da franquia no mesmo enredo. Connor MacLeod e Duncan MacLeod se juntam para enfrentar Jacob Kell, inimigo ligado ao passado escocês de Connor e, no presente, cercado por seguidores imortais. A premissa é boa. O problema é que o filme raramente consegue transformar esse encontro em algo à altura do que promete.
A abertura em Glenfinnan, em 1555, liga Kell à execução da mãe de Connor por bruxaria e dá ao conflito uma motivação pessoal imediata. Séculos depois, a perseguição reaparece com a morte de Rachel Ellenstein, filha adotiva de Connor, que então se refugia no “Sanctuary”, esconderijo de imortais cansados da luta. A perda pesa. Christopher Lambert faz desse abatimento um dos poucos elementos dramáticos mais nítidos do longa.
Kell não surge apenas como rival de espada. Ele ignora as regras do Jogo, usa outros imortais como instrumentos, cerca adversários e acumula poder por meio de massacres e decapitações. Bruce Payne entende o exagero do personagem e o sustenta com energia suficiente para torná-lo uma ameaça física, e não apenas um nome de vilão. Isso ajuda. Sempre que o filme se concentra nessa violência mais direta, a ação ganha alguma força.
A entrada de Duncan MacLeod deveria ser o centro do projeto. Ele e Connor dividem combates, deslocamentos e a tarefa de deter Kell depois que o “Sanctuary” deixa de ser seguro, mas a relação entre os dois nunca encontra a dimensão que sugere. Há história ali. Ainda assim, o roteiro recorre demais a flashbacks, retornos à Escócia e explicações sobre a mitologia da série, como se desconfiasse da simples presença de seus dois protagonistas.
Esse excesso pesa também na estrutura. “Highlander — A Batalha Final” tenta combinar passado escocês, ação contemporânea, código de honra e melodrama, e nem sempre essas frentes convivem bem. Kate, ou Faith, ligada a Duncan em tempos diferentes, amplia ainda mais essa duplicação de tempos e identidades. As lutas seguram o filme. As sequências de espada, o corpo a corpo e as perseguições preservam um ritmo que o resto da narrativa muitas vezes dispersa.
Ainda assim, há algum interesse em ver Connor levado a um ponto de esgotamento que a franquia já insinuava havia tempo. A morte de Rachel, o recolhimento no “Sanctuary”, a perseguição de Kell atravessando séculos e a união forçada com Duncan empurram os MacLeod para um confronto em que vitória e perda quase se confundem. Donnie Yen aparece pouco, mas reforça a pulsação física da ação. No fim, ficam o som do metal, o eco nos corredores escuros e uma sala vazia à espera do próximo duelo.
Filme:
Highlander — A Batalha Final
Diretor:
Doug Aarniokoski
Ano:
2000
Gênero:
Ação/Aventura/Fantasia/Ficção Científica
Avaliação:
8/10
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Natália Walendolf
★★★★★★★★★★
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