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O filme com Viola Davis que faturou quase 4 bilhões de reais em bilheterias e está na HBO Max

“Esquadrão Suicida” parte de uma ideia simples e desconfortável: quando o Estado perde o controle das ameaças, ele começa a negociar com aquilo que deveria eliminar. Sob a direção de David Ayer, o filme coloca Amanda Waller (Viola Davis) no centro de uma decisão arriscada: formar uma equipe com criminosos perigosos, oferecendo redução de pena em troca de missões praticamente impossíveis. Isso já define o tom de urgência e desconfiança que atravessa toda a história.

É assim que entram em cena Pistoleiro (Will Smith), um atirador preciso que tenta equilibrar o caos da própria vida com um objetivo pessoal claro; Arlequina (Margot Robbie), imprevisível, magnética e muitas vezes mais interessada em diversão do que em sobrevivência; e o Coringa (Jared Leto), que opera à parte, interferindo no equilíbrio já frágil da operação. O grupo ainda reúne figuras como Capitão Bumerangue (Jai Courtney), Crocodilo (Adewale Akinnuoye-Agbaje) e El Diablo (Jay Hernandez), todos reunidos à força, todos com algo a ganhar e muito a perder.

A missão surge quando Magia (Cara Delevingne), que deveria estar sob controle, se torna uma ameaça real, obrigando Waller a acelerar o plano e colocar a equipe na rua sem tempo para preparo ou confiança. O que acompanha esse movimento não é exatamente um senso de heroísmo, mas uma convivência tensa entre pessoas que não se suportam e que sabem que estão ali por imposição, o que torna cada decisão instável.

O filme dá mais certo quando assume esse desconforto, quando mostra Pistoleiro tentando manter alguma lógica em meio ao caos, ou quando Arlequina quebra qualquer expectativa de comportamento previsível, criando situações que os outros precisam contornar na hora. Ao mesmo tempo, há uma sensação constante de que tudo pode desandar rapidamente, seja por falha interna, seja pela interferência externa do Coringa, que nunca deixa a narrativa totalmente em paz.

Ayer aposta em um ritmo acelerado, com cortes rápidos e uma montagem que tenta dar conta de muitos personagens ao mesmo tempo. Às vezes isso dilui o peso de algumas decisões, mas mantém a história em movimento e evita que o filme perca energia. Fica menos a ideia de um time coeso e mais o retrato de uma aliança forçada que funciona no limite, sustentada por ameaças, promessas e controle direto, onde ninguém confia em ninguém, mas todos continuam avançando porque recuar não é uma opção.

Filme:
Esquadrão Suicida

Diretor:

David Ayer

Ano:
2016

Gênero:
Ação/Fantasia/Ficção Científica

Avaliação:

8/10
1
1




★★★★★★★★★★



Fonte

Redação

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