O Carnaval de Pernambuco deve movimentar cerca de R$ 3,5 bilhões na economia estadual, segundo projeção apresentada por Eduardo Loyo, presidente da Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur), em entrevista exclusiva ao Brasilturis. A estimativa reforça o peso estratégico da folia como ativo turístico e vetor de desenvolvimento econômico e social.
De acordo com Loyo, a expectativa é impulsionada, entre outros fatores, pelo aumento de 10% na malha aérea nacional em comparação ao mesmo período do ano passado. “Isso mostra que o Brasil está procurando Pernambuco e que as companhias aéreas estão acreditando no nosso projeto e nas nossas divulgações e promoções do Carnaval”, afirma.
O crescimento da oferta de voos sinaliza não apenas maior demanda pelo destino, mas também confiança do mercado na capacidade do Estado de atrair e distribuir visitantes durante o período festivo.
Descentralização como estratégia
Um dos pilares da promoção turística do Estado é a descentralização do Carnaval. Segundo o presidente da Empetur, a estratégia tem sido mostrar ao mercado que a festa vai além dos polos tradicionais do Recife e de Olinda.
“Pernambuco tem 184 municípios e mais de 100 comemoram o Carnaval de diferentes maneiras. A gente busca mostrar justamente essa pluralidade”, destaca Loyo. A proposta é evidenciar a capilaridade da festa, que se estende do Litoral ao Sertão, com manifestações culturais distintas e identidades próprias.
No Recife e em Olinda, o visitante encontra grandes blocos, camarotes e intensa programação cultural. Já no Agreste e no Sertão, a folia assume formatos ligados às tradições populares, com maracatus, caboclinhos, papangus e outros símbolos regionais. Ao final do período carnavalesco, o litoral surge como opção para descanso, ampliando o tempo de permanência do turista no Estado.
“Pernambuco tem opção para todo gosto, todo gênero, todas as idades. Nosso Carnaval é plural”, reforça loyo.
Promoção internacional e identidade cultural
A pluralidade do Carnaval dialoga diretamente com a estratégia de promoção nacional e internacional adotada pelo Estado. Em feiras e eventos do setor, Pernambuco costuma levar manifestações culturais como diferencial competitivo, reforçando a imagem de destino autêntico e diverso.
Para Loyo, a tradição e a história são os principais ativos que sustentam o posicionamento do Estado. “O que faz Pernambuco ter o maior e melhor Carnaval do mundo é justamente a capilaridade, a história e a tradição”, afirma.
Ao apresentar o Carnaval como experiência multifacetada, a Empetur amplia o alcance da comunicação e fortalece o apelo junto a diferentes perfis de público, desde o turista cultural até o viajante interessado em grandes eventos.
Turismo como desenvolvimento
Além do impacto na ocupação hoteleira, no transporte aéreo e nos serviços turísticos, o presidente da Empetur ressalta o papel social da atividade.
“Turismo é geração de oportunidade, emprego e renda. Com isso, a gente gera dignidade para o povo pernambucano”, pontua.
A movimentação estimada de R$ 3,5 bilhões reforça o entendimento do setor como política pública estruturante. Para Loyo, o Carnaval evidencia que o turismo vai além do lazer e se consolida como instrumento de desenvolvimento econômico e social.
“Temos que mostrar que turismo é muito mais do que lazer. É desenvolvimento econômico social”, conclui.

