| Imagine que o Brasil uma sala de aula cheia de crianas. Para a sala ser legal, todos precisam cuidar dos livros, dividir os lpis e manter o cho limpo. Mas, de repente, a sala se dividiu em dois grupos que no param de gritar e falar merda o tempo todo. De um lado, tem o grupo que diz que s o Luizinho o heri. Do outro lado, o grupo que diz que s o Jairzinho pode salvar o dia. Isso populismo: quando as pessoas param de olhar para os problemas reais, como a inundao do banheiro ou a falta de merenda, para apenas bater palmas para um “lder” como se ele fosse um super-heri que nunca erra. |
O grande perigo dessa briga desgraada que ela vira um buraco sem fim por trs motivos:
Se a gente continuar assim, o Brasil vai se tornar uma gangorra que nunca para no meio. Um entra e tenta apagar tudo o que o outro fez, s por birra. O resultado? O tempo passa, o dinheiro acaba e o pas no sai do lugar.
Para sair desse buraco, precisamos entender que o Brasil maior que qualquer poltico. Poltico no heri, funcionrio pblico. E se o funcionrio s quer saber de brigar e ganhar aplauso enquanto a casa cai, quem fica no prejuzo somos ns.
Imagine ento que todo este problema foi causado por uma balana que s pesa para um lado. De um lado, colocamos as aes das pessoas; do outro, o peso da lei. Para a balana ser justa, o peso deve ser igual para todo mundo.
O grande problema da corrupo, especialmente quando ela atinge quem deveria julgar, que ela entorta a balana. O caso da cabeleireira Dbora Rodrigues dos Santos, condenada a 14 anos por escrever com batom em uma esttua, um exemplo claro dessa balana torta.
Para uma criana, como se um aluno fosse expulso da escola para sempre por riscar uma mesa com giz, enquanto outro aluno, que roubou todo o dinheiro da merenda, continuasse brincando no ptio porque “amigo do diretor”.
A corrupo sistmica cria um ambiente onde quem tem muito poder ou dinheiro consegue “comprar” o silncio ou o perdo. Quando um juiz ou um poltico corrupto, ele no est apenas pegando dinheiro; ele est tirando a confiana de que as regras valem para todos.
Ou algum duvida que os ministros do STF mergulhados at o pescoo em prticas criminosas no vo ser alcanados pela lei e vo gastar o dinheiro que roubaram em algum paraso.
O dinheiro que some na corrupo no apenas “papel”. No existe “dinheiro pblico”. O governo no produz absolutamente nada mais que problemas.
Ele o mdico que vai ao postinho s para bater carto, o livro de Braille que no chegou na escola e o asfalto que nunca cobriu o buraco da sua rua.
Quando a corrupo vira o “jeitinho de fazer as coisas”, o pas para de crescer porque ningum quer investir em um lugar onde as regras mudam conforme o bolso de quem julga.
E isso leva ao “buraco sem fim“. Porque quando as pessoas veem que a justia seletiva, rgida com o “batom” e cega com 129 milhes, elas param de acreditar nas instituies, exceto para quem se beneficia ou quem tem um srio problema de deficincia cognitiva.
Isso alimenta ainda mais a polarizao: cada lado passa a querer “o seu prprio juiz” para punir o inimigo, em vez de querer uma justia que seja igual para todos.
Sem uma justia em que todos confiem, a “sala de aula” (o Brasil) nunca ter paz e continuar para sempre na fila dos reprovados ao “pas do futuro“, pois ningum mais acreditar que as regras existem para proteger o grupo, mas sim para perseguir uns e proteger outros.
Para que todos possamos, enfim, aproveitar o recreio, do qual eu falei l no incio, e viver em uma escola onde o teto no colapse na nossa cabea, precisamos aprender uma lio importante: o Brasil no precisa de um “dono”, ele precisa de cidados, que no passem o dia inteiro chupando rola de poltico na internet.
Seguir um lder de olhos fechados, como se ele fosse um deus que nunca erra, o que mantm a nossa balana torta e a nossa sala dividida. O caminho para sair desse buraco no escolher o “capito” mais barulhento, mas sim buscar novos caminhos onde o que importa so as regras iguais para todos e o respeito pelo colega ao lado.
Precisamos de pessoas que queiram consertar o telhado em vez de apenas gritar com quem pensa diferente. Quando pararmos de torcer por polticos como se fossem times de futebol e comearmos a cobrar deles como quem fiscaliza um servio, a briga acaba, a corrupo perde a fora e a gente finalmente volta a brincar, crescer e cuidar do que nosso.
O futuro do Brasil no est no prximo heri populista, mas na nossa capacidade de pensar por conta prpria e exigir que a justia seja justa para todos, do batom ao milho.
Por favor, apie o MDig com o valor que voc puder e isso leva apenas um minuto. Obrigado!
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