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Nova configuração de “Big Brother Brasil 26” amplia o poder do público. Será mesmo?

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Ao chegar à 26ª edição, o “Big Brother Brasil” ampliou a sensação de controle do público sobre o reality. Mas é uma espécie de democracia dirigida: o espectador escolheu os dez primeiros integrantes da casa montada nos Estúdios Globo, entre os 20 pré-selecionados pela produção – todos confinados em cinco casas de vidro, uma em cada região do Brasil.

Outro mecanismo de interferência do público é a substituição de jogadores na casa a partir de um laboratório onde os candidatos vivem sem regalias e enfrentando desafios e perrengues. Entre outras decisões que ficam a cargo de quem acompanha esta edição estão a escolha de qual dos três Big Fones toca, quando a dinâmica é escalada e qual comando o Big Boss dará a quem atende.

Tempero real

A divisão do elenco em Pipocas, Camarotes e Veteranos intensifica o jogo de forças. Os famosos seguem como motor imediato de curiosidade. Neste ano, o time dos Camarotes chegou com cinco nomes já com repertório público e currículo.

Mas o tempero real ficou mesmo no retorno de participantes de edições passadas que não venceram e carregam uma mistura perigosa de memória afetiva e pendência narrativa.

A presença dos veteranos Babu Santana, Sarah Andrade, Alberto Cowboy, Sol Vega, Jonas Sulzbach e Ana Paula Renault afasta o jogo da lógica da descoberta e o coloca em outra, de releitura. Afinal, quem retorna ao confinamento dispensa certas apresentações. Por outro lado, precisa se provar forma diferente.

A seleção dos Pipocas, apontados pelo público a partir das Casas de Vidro, é o tipo de inovação que parece democrática, mas é estratégica. Funciona como evento, amplia a conversa nacional e cria uma etapa pré-confinamento que já surge com clima de final, porque é fruto de uma vontade popular.

Mas também dilui responsabilidade: quando a escalação dos anônimos se dá por votação, uma possível decepção com participantes que se mostrem mornos tende a ser devolvida ao espectador. E em programas como o “Big Brother Brasil”, elenco é engenharia, não sorte.

Audiência

Em São Paulo, o primeiro episódio marcou 17,6 pontos, uma audiência acima da estreia de 2025, que cravou 17 de média, mas longe de qualquer clima de festa.

Este, no entanto, pode aparecer na soma que engloba também a repercussão em outros meios, como citações em diferentes redes sociais, números de votos dados sempre pela própria página de internet da emissora e até mesmo nas assinaturas do streaming para o pay-per-view, entre outras métricas.

A Globo entende bem isso. Tanto que o “Big Brother Brasil” repercute internamente de múltiplas formas, abrindo espaço inclusive para programas derivados no Multishow e no Globoplay.

O desafio

O “BBB 26” chegou com dinâmicas que funcionam para turbinar o jogo e dar ao telespectador a sensação de que está, de fato, interferindo na casa. É um começo promissor, porque tem novidade, contraste de perfis e um clima de temporada especial que se impôs logo de cara.

Mas, como sempre, realities de confinamento não se sustentam apenas na engenharia: dependem de gente rendendo, alianças mudando de lugar e conflitos que evoluam sem que pareçam roteirizados. Se o elenco continuar mantendo o fôlego e gerando mais narrativa do que barulho, a temporada tem tudo para segurar a atenção.

SERVIÇO

“Big Brother Brasil 26” – Globo – Segunda a sábado, depois de “Três Graças”, e aos domingos, após o “Fantástico”.

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Fonte

Redação

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