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Ninguém esperava por esse filme da Netflix com o astro de Reacher — agora só se fala nisso

Sujeitos comuns enfrentam situações que demandam-lhes uma dose generosa de alheamento. Por estarem sempre se cercando de todos os cuidados para que nada fuja ao esperado, no momento em que se veem diante de uma grande reviravolta do destino (ainda que tudo possa tornar ao ponto inicial não muito tempo depois), nunca se perdem de si mesmos e acabam optando pela cautela — o que, em alguns casos, acaba sendo uma maldição. Esse é o dilema fundamental de 81, um homem que precisa enfrentar velhos demônios para chegar aonde quer. A grande aspiração do protagonista de “Máquina de Guerra” é conseguir integrar os Rangers, a tropa de elite do exército americano, e a partir desse sonho o diretor Patrick Hughes compõe um drama de guerra à “Nascido Para Matar” (1987), dirigido por Stanley Kubrick (1928-1999), ou “O Resgate do Soldado Ryan” (1998), levado à tela por Steven Spielberg, concentrando-se na capacidade de superação de alguém que conhece o fracasso de perto.

Tudo ou nada

Hughes e o corroteirista James Beaufort dão ênfase a alguns detalhes do passado de 81, que atende pelo número de sua matrícula e cujo nome jamais se sabe. Veterano do Iraque e do Afeganistão, ele tenta voltar à caserna como um combatente especial, ainda que saiba ter por rivais candidatos com vinte anos a menos. A cara emburrada de poucos amigos é de quem parece ter esquecido de si mesmo para servir a uma pátria que o repele, mas desistir não é uma opção. O metro e 91 de altura de Alan Ritchson é um bom cartão de visita para o personagem, mas o ator sabe valer-se de seus atributos físicos para refinar a composição do anti-herói, especialmente nas sequências do treinamento e da difícil interação com os outros recrutas. Na virada do segundo para o terceiro ato, quando uma legião de extraterrestres ameaça tomar conta de tudo, 81 baixa a guarda e junta-se a 7, o jovem guerreiro de um brilhante Stephan James.

Filme:
Máquina de Guerra

Diretor:

Patrick Hughes

Ano:
2026

Gênero:
Ação/Drama/Ficção Científica/Guerra

Avaliação:

8/10
1
1




★★★★★★★★★★

Giancarlo Galdino

Depois de sonhos frustrados com uma carreira de correspondente de guerra à Winston Churchill e Ernest Hemingway, Giancarlo Galdino aceitou o limão da vida e por quinze anos trabalhou com o azedume da assessoria de políticos e burocratas em geral. Graduado em jornalismo e com alguns cursos de especialização em cinema na bagagem, desde 1º de junho de 2021, entretanto, consegue valer-se deste espaço para expressar seus conhecimentos sobre filmes, literatura, comportamento e, por que não?, política, tudo mediado por sua grande paixão, a filosofia, a ciência das ciências. Que Deus conserve.



Fonte

Redação

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