“Fúria de Titãs 2”, de Jonathan Liebesman, abre com Perseus tentando viver como pescador e criar o filho longe das brigas do Olimpo, até Zeus aparecer para pedir ajuda. Perseus recusa por medo de arrastar a vida doméstica para uma guerra antiga, e a recusa o mantém fora da primeira resposta enquanto a crise cresce. A regra vem cedo e sem desvio: sem oração, os deuses perdem poder, e a perda deixa a prisão do Tártaro mais vulnerável do que antes.
Hades e Ares pegam esse enfraquecimento e transformam em gesto direto: capturam Zeus e tomam o raio. A prisão do chefe e o roubo da arma empurram tudo para o modo resgate no instante em que o Tártaro começa a ceder. Monstros escapam, e o perigo deixa de ser conversa entre deuses para alcançar o mundo humano como ameaça que já não dá para ignorar.
Sam Worthington conduz Perseus como alguém agarrado ao cotidiano, até o cotidiano quebrar quando uma criatura invade a vila. A invasão põe a casa e o filho na linha de fogo, e Perseus reage como semideus, largando a tentativa de anonimato. A ida atrás de Zeus nasce desse choque: o refúgio doméstico vira alvo, e a escolha de ficar fora da guerra passa a custar caro demais.
Poseidon surge ferido, entrega a Perseus um tridente e muda a rota: para chegar a Zeus, a missão precisa descer. Perseus se junta a Andromeda e recruta Agenor, porque o caminho até o Tártaro não se abre sozinho. Um guia entra, um destino se fixa, e a travessia passa a exigir uma sequência de acessos antes de qualquer acerto de contas com quem tomou o raio.
Agenor leva o trio até Hephaestus, e o encontro dá à busca um alvo material, com a ideia de combinar armas divinas contra uma ameaça maior. Ciclopes entram no caminho como teste de passagem, mantendo o avanço condicionado a vencer o obstáculo do momento. Ares ataca nessa rota e força um sacrifício de Hephaestus, deixando Perseus, Andromeda e Agenor sem o aliado mais experiente justamente quando o terreno deixa de ser cenário e passa a brigar de volta.
O labirinto, feito de rochas móveis, comprime passagens e desorienta, empurrando o trio para uma travessia de tentativa e erro. Um Minotauro ataca e é morto por Perseus, e a progressão segue pelo choque direto, sem pausa para mapear o espaço. A urgência mantém o trio andando, mas o lugar trabalha contra qualquer noção estável de direção, apertando o deslocamento em corredores que mudam e forçam decisões no improviso.
Liam Neeson aparece como Zeus no centro do trecho final: preso e enfraquecendo, ele vira o relógio que acelera a descida e aperta o resgate. Perseus o liberta e precisa lidar com o raio já tomado pelos traidores, enquanto a ameaça cresce e encosta na superfície, com Andromeda enfrentando ataques de criaturas acima da terra e a escalada apontando para Kronos como risco direto ao mundo humano. Entre um labirinto anunciado como perigoso e a passagem que leva adiante, fica um impasse operacional: a travessia é vendida como instável e decisiva, mas o passo que destrava a saída não se deixa entender.
Filme:
Fúria de Titãs 2
Diretor:
Jonathan Liebesman
Ano:
2012
Gênero:
Ação/Aventura/Fantasia
Avaliação:
8/10
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Marcelo Costa
★★★★★★★★★★
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