O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) ampliou ações voltadas à equidade de gênero e ao combate ao assédio e à violência contra a mulher nos setores portuário e aeroportuário. As iniciativas envolvem reconhecimento de práticas corporativas e campanhas de conscientização ao público.
No setor portuário, a pasta tem mapeado e premiado empresas e autoridades que adotam políticas de diversidade de gênero. Entre os exemplos está a Autoridade Portuária de Santos, que criou um programa de desenvolvimento de liderança feminina com 80 vagas e atualizou protocolos de enfrentamento ao assédio e à discriminação.
Em Santa Catarina, o Porto de Itapoá realizou ações de conscientização durante o Agosto Lilás, com informações sobre a Lei Maria da Penha e iniciativas locais voltadas à comunidade.
Outras empresas também adotaram metas e indicadores de diversidade. A Ultracargo estabeleceu objetivo de manter ao menos 35% de mulheres e pessoas negras em cargos de liderança. Já o Complexo Industrial e Portuário do Pecém implementou indicador para monitorar paridade salarial e recebeu selo estadual de equidade de gênero.
Iniciativas semelhantes à campanha contra assédio do MPor foram registradas em empresas como Cargill e Vports, além do Porto de Suape, que promoveu campanhas voltadas à equidade de gênero e raça.
No setor aéreo, o MPor lançou a segunda fase da campanha “Assédio não decola, Feminicídio também não”, apresentada no Aeroporto de Congonhas. A iniciativa é realizada em parceria com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a Associação Brasileira das Concessionárias de Aeroportos (ABR).
A campanha utiliza a circulação de passageiros nos aeroportos para divulgar informações preventivas, exibir conteúdos educativos e ampliar o conhecimento sobre canais de denúncia, como o Ligue 180.
Segundo Thairyne Oliveira, secretária-executiva adjunta do Ministério de Portos e Aeroportos, as ações envolvem mudança estrutural no setor. “Devemos sempre trabalhar para que as mulheres alcancem espaços de decisão e tenham nestes locais suas vozes ouvidas, um comportamento se reflete na sociedade ao mostrar que é possível ter autonomia e construir um país com mais igualdade e respeito para com as mulheres”, afirma.
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