A Movida (MOVI3) reportou seus resultados do quarto trimestre de 2025 (4T25) na noite desta segunda-feira (23). A locadora teve lucro líquido de R$ 102,3 milhões, com alta de 64,5% na comparação com o mesmo trimestre de 2024. No apanhado anual, o lucro líquido ficou em R$ 318,4 milhões em 2025, com alta de 37,5%.
A métrica do 4T25 ultrapassou o guidance, estabelecido entre R$ 75-90 milhões. Para o primeiro trimestre de 2026, a Movida estabeleceu lucro líquido entre 110 e 130 milhões, 54% superior ao apresentado no 1T25.
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“Tivemos uma surpresa positiva tanto em volume quanto em preço neste trimestre. Isso fez com que a gente antecipasse um pouco aqui a divulgação dos resultados e já indicasse para o mercado o que deve ser o resultado do primeiro trimestre, que é muito superior ao que foi no ano passado”, afirma Gustavo Moscatelli, CEO da Movida, em entrevista ao InfoMoney.
O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) ficou em R$ 1,4 bilhão no quarto trimestre, com alta de 19,8% na comparação com o mesmo trimestre de 2024. A receita bruta teve alta de 12,7%, em R$ 3,9 bilhões. No ano de 2025, a linha ficou em R$ 15,7 bilhões.
“Tivemos mais de 600 mil novos clientes utilizando o nosso serviço. E, obviamente, isso desceu para toda a rentabilidade da companhia, que foi a melhor história dela. Então, foi um ano muito bom para a gente”, diz.
O quarto trimestre também marcou a consolidação de frentes de trabalho da Movida e a colheita de iniciativas tiveram começo há 2, 3 anos. A manutenção do NPS (Net Promoter Score, métrica que acompanha satisfação de clientes a partir da probabilidade de recomendação do serviço) em patamar elevado, o que fez que a companhia ganhasse prêmio de melhor métrica no segmento de aluguel de carros no Brasil, também é resultado do planejamento estratégico realizado há 3 anos.
A companhia lançou, ainda no fim do terceiro trimestre, a iniciativa Pit Stop, voltadas para cuidados e manutenção do veículo, com serviços de oficina. Já foram 7 pontos abertos e serão 29 pontos até o fim de 2026.
Para Moscatelli, o movimento já traz frutos, tanto por garantir que a manutenção será realizada dentro do ambiente da empresa, com qualidade superior para o cliente, quanto para a própria Movida. O CEO destaca que, pela dinâmica de locação, há redução de custos de manutenção para a empresa, com aumento da qualidade do serviço.
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“Essa, sem dúvidas, é mais uma alavanca para a gente melhorar a rentabilidade em 2026”, afirma.
No segmento de Seminovos, a companhia apresentou alta de 1,2% nos carros vendidos no quarto trimestre de 2025, mas recuo de 6,1% na comparação ano contra ano (2025 x 2024). O impacto na receita foi ligeiro, em 0,7%.
“Antes estávamos vendendo muito, porque estávamos adequando o tamanho dela. Agora que eu estabilizei, você vai ter essas pequenas volatilidades, mas é menos de 1%. Então, a questão de timing, de desmobilização do carro, não é nada que chame a atenção”, explica.
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O aumento de vendas não estaria entre os desafios da companhia atualmente, mas sim a busca de alavancas para aumento da rentabilidade, como os Pit Stops e os postos em área de embarque de Aeroportos.
“A gente é a única e primeira empresa de alugar de carros a ter um atendimento dentro da zona de embarque. E tem sido um sucesso até agora”, diz.
A companhia, que patrocina eventos como Rock in Rio e The Town, consegue criar identificação com público mais jovem. Porém, o foco em famílias, com criação de espaços de brincar em unidades, também está presente. A ideia, segundo o CEO, é que a Movida consiga ser única para cada cliente.
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“650 mil novos clientes que nunca tinham usado o serviço da companhia em um ano é muito representativo. Isso veio através dessa estratégia. A gente abriu o funil e não fechou o funil como algumas empresas estão fazendo. Queremos atender o máximo de clientes possíveis com a maior personificação possível. Queremos quase que montar uma Movida para cada cliente”, afirma.

