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Motiva vende operação de 20 aeroportos por R$ 11,5 bilhões a grupo mexicano – M&E

Motiva vende operação de 20 aeroportos por R$ 11,5 bilhões a grupo mexicano – M&E

Grupo brasileiro Motiva conclui acordo de venda de aeroportos e foca em rodovias e trilhos (Banco de imagens/Freepik)

A Motiva (ex-CCR), grupo brasileiro de infraestrutura de mobilidade, anunciou na última terça-feira (18), a venda de 100% da operação de 20 aeroportos à subsidiária Aeropuerto de Cancún S.A de C.V, do Grupo Aeroportuario del Sureste (ASUR), por R$ 11,5 bilhões, em transação que deve ser concluída em 2026 após aprovações regulatórias. O acordo integra a estratégia de simplificação do portfólio da Motiva, que passará a concentrar investimentos em rodovias e trilhos.

Do total, R$ 5 bilhões correspondem ao equity das participações acionárias da Motiva nos aeroportos, enquanto R$ 6,5 bilhões referem-se à alienação de 100% das ações da CPC Holding, veículo que consolida 17 aeroportos no Brasil. O processo competitivo internacional, iniciado em maio, atraiu mais de 20 grupos europeus, latino-americanos e asiáticos, segundo a empresa.

Até a conclusão, a Motiva continuará operando os aeroportos, mantendo os funcionários e os investimentos previstos. “Ao avançarmos na reciclagem de capital e simplificarmos o nosso portfólio, ampliamos a nossa capacidade de investimento nos segmentos estratégicos para nossa companhia, em especial de rodovias e trilhos”, afirmou Miguel Setas, CEO da Motiva.

O desinvestimento permitirá redução do endividamento da holding, que encerrou o terceiro trimestre com dívida líquida de R$ 5,6 bilhões, ante R$ 3,6 bilhões no mesmo período de 2024, e alavancagem de 3,6 vezes, acima das 3,1 vezes do ano anterior. Com a venda, a alavancagem consolidada cairia para menos de três vezes, aumentando a capacidade de investimento nos R$ 160 bilhões em concessões rodoviárias, ferroviárias e de metrôs previstas nos próximos anos.

Nos 12 meses encerrados em setembro de 2025, a operação Motiva Aeroportos registrou receita líquida de R$ 2,96 bilhões e Ebitda de R$ 1,52 bilhão, com margem de 51%. O desinvestimento se soma a outras medidas de simplificação do portfólio desde 2023, incluindo a venda da operação Barcas (RJ) e a otimização da BR-163/MS, atualmente Motiva Pantanal.

A operação contou com assessoria financeira do Lazard e Itaú BBA e assessoria jurídica do Pinheiro Neto Advogados. As ações da Motiva encerraram o pregão de terça-feira com queda de 0,06%, cotadas a R$ 15,90, conferindo valor de mercado de R$ 31,9 bilhões à companhia.



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