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Motiva vende aeroportos para grupo mexicano por R$ 11,5 bilhões

Negócio reduz alavancagem da CCR, simplifica portfólio e direciona investimentos para rodovias e trilhos

A Motiva anunciou a venda integral de sua operação aeroportuária ao Grupo Aeroportuario del Sureste (ASUR) por R$ 11,5 bilhões, em um movimento que redesenha a estratégia da companhia no setor de infraestrutura.

O negócio envolve a transferência de 100% das ações da CPC Holding, que consolida a participação da empresa em vinte aeroportos no Brasil. Em nota, a empresa afirmou que R$ 5 bilhões correspondem ao equity e R$ 6,5 bilhões a dívidas líquidas assumidas pela compradora.

A transação, apontada pelo governo brasileiro como a maior negociação aeroportuária em andamento no mundo, atraiu mais de vinte grupos internacionais. A conclusão depende de aprovação regulatória e do poder concedente, prevista para 2026. Até lá, a Motiva continuará responsável pela gestão dos aeroportos, mantendo equipes e contratos vigentes.

A operação integra o plano estratégico Ambição 2035 da CCR, que prioriza a simplificação do portfólio e a alocação de capital em projetos considerados mais sinérgicos e rentáveis, especialmente nos segmentos rodoviário e ferroviário. 

“Ao avançarmos na reciclagem de capital e simplificarmos o nosso portfólio, ampliamos a nossa capacidade de investimento nos segmentos estratégicos para nossa companhia, em especial de rodovias e trilhos. Esta transação, de alta relevância para a execução de nosso Plano Estratégico Ambição 2035, vai destravar valor em nosso portfólio e simplificar nosso modelo de negócio”, afirmou o CEO da Motiva, Miguel Setas.

O múltiplo EV/EBITDA da transação, de 8,8 vezes, supera o indicador atual da Motiva, o que, segundo a empresa, evidencia criação de valor. Os recursos obtidos serão destinados à redução da dívida da holding, movimento que deve diminuir a alavancagem consolidada de 3,5 para menos de 3,0 vezes.

A companhia avalia que o fortalecimento da estrutura financeira amplia a capacidade de disputar oportunidades estimadas em R$ 160 bilhões em concessões de rodovias, trens e metrôs no país. Para o vice-presidente financeiro e presidente da Motiva Aeroportos, Waldo Perez, a venda reforça a disciplina de capital e melhora o perfil de risco do portfólio ao praticamente zerar o endividamento líquido da holding.





Fonte

Redação

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