Astrid Roemer, escritora surinamesa, morreu na última quinta-feira, 8, aos 78 anos de idade. A informação foi divulgada na imprensa holandesa e repercutida pela Companhia das Letras, editora que publicou parte de seus livros no Brasil.
A autora ficou conhecida do público brasileiro especialmente por sua participação na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) de 2025, quando integrou a Mesa 16, “Pertencer, transformar”, ao lado de Verenilde Pereira, com mediação de Adriana Ferreira Silva.
Na ocasião, falou sobre suas obras e visões de mundo e literatura numa conversa a respeito de histórias de mulheres que presenciaram a luta pela liberdade com marcas de violência em seus países. A íntegra da conversa está disponível no YouTube da Flip.
Astrid Roemer nasceu em Paramaribo, na então Guiana Holandesa, em 1947. Pouco depois de o país ganhar a independência em 1975, tornando-se Suriname, foi morar na Holanda, aos 19 anos de idade.
A situação em sua terra natal foi tema de diversas de suas obras, como Sobre a Loucura de Uma Mulher (1982), que chegou a concorrer ao International Booker Prize anos depois.
Seu primeiro livro de poesia foi Sasa: mijn actuele zijn, publicado em 1970. Na ocasião, escreveu sob o pseudônimo Zamani. Seu primeiro romance, Neem mij terug Suriname (1974) abordava a vida de uma pessoa surinamesa vivendo na Holanda – uma ótica da qual teve sua experiência própria.
De acordo com o site Poetry International, Astrid Roemer publicou sete coleções de poesia, uma autobiografia e diversas novelas, peças e contos. Ela também foi a primeira escritora do Suriname a receber prêmios da literatura holandesa como o P.C. Hooft, em 2016, e o Nederlandse Letteren, em 2021.
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