O Morgan Stanley reiterou recomendação overweight (exposição acima da média do mercado, equivalente à compra) para a Suzano (SUZB3), citando sua liderança em custos e posição preferencial no setor na América Latina. Às 11h13 (horário de Brasília) desta segunda-feira (26), as ações da fabricante de papel e celulose caíam 0,13%, a R$ 52,18.
Apesar do cenário de preços mais fracos, o banco avalia que a estrutura de custos da companhia deve sustentar a rentabilidade mesmo em ambiente mais desafiador.
Embora tenha reduzido o preço-alvo diante do novo cenário, o Morgan Stanley ainda vê potencial de alta de cerca de 30% em relação ao novo objetivo de R$ 68 por ação, além de um yield de fluxo de caixa livre estimado entre 9% e 17% para 2026 e 2027.
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O banco também manteve recomendação overweight para a Klabin (KLBN11), apoiado em valuation descontado. A empresa negocia a 6,7 vezes o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) projetado para 2026, abaixo da média de cinco anos de 7,5 vezes, e oferece potencial de valorização de 19% até o fim de 2026, com preço-alvo de R$ 23 por unit.
O Morgan Stanley espera continuidade de bons resultados, sustentados pelo avanço dos projetos PM27 e PM28, iniciativas de redução de custos e diversificação de produtos, que deve mitigar o impacto de preços mais baixos da celulose em 2026.
Após uma breve recuperação no fim de 2025 e início de 2026, o banco espera nova pressão sobre as cotações e cortou sua projeção para a celulose de fibra curta branqueada (BHKP) em 2026 para US$ 562 por tonelada, queda de 9% em relação à estimativa anterior de US$ 618.
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Para 2027, a previsão passou a US$ 607 por tonelada, recuo de 2%, e, no longo prazo, para US$ 625 por tonelada, também 2% abaixo da projeção anterior.
No caso da celulose de fibra longa (NBSK), o banco agora projeta US$ 692 por tonelada em 2026, queda de 9%, US$ 737 por tonelada em 2027, recuo de 4%, e normalização em US$ 755 por tonelada no longo prazo, também 4% abaixo das estimativas anteriores.
Após cerca de 6,5 milhões de toneladas de capacidade adicionadas desde 2019, o banco espera mais aproximadamente 4 milhões de toneladas até 2027. O custo médio em caixa dos produtores chineses integrados é estimado em cerca de US$ 460 por tonelada, considerando uma mistura de 50% de cavacos importados e 50% domésticos, o que implica vantagem de custo de cerca de US$ 120 por tonelada em relação aos preços de referência.
Com essa diferença, esses produtores têm pouco incentivo para comprar celulose no mercado, o que tende a limitar o crescimento da demanda global nos próximos anos.
A combinação de novas capacidades de celulose de mercado e crescimento fraco da demanda tem pressionado as taxas de utilização das fábricas. Em 2024 e 2025, elas ficaram em média em 88,5%, bem abaixo do nível histórico de 92%.
Embora o banco espere avanço de 1,5 ponto percentual em 2026, para 90,4%, a avaliação é de que a taxa ainda ficará inferior à média histórica, indicando desequilíbrio entre oferta e demanda e preços pressionados.
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