O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o arquivamento do inquérito que investigava a ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) pelos supostos crimes de coação no curso do processo e obstrução de investigação.
A apuração, aberta em junho de 2025, havia sido instaurada a partir de declarações públicas de Zambelli após sua saída do Brasil.
A investigação foi motivada por declarações da ex-parlamentar em que ela disse que pretendia permanecer nos Estados Unidos e solicitar asilo político, além de mencionar a intenção de adotar determinado “modus operandi” para a prática de condutas ilícitas — afirmações que levaram à abertura da apuração antes de sua prisão na Itália.
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Na decisão de arquivar o inquérito, Moraes acolheu integralmente o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que concluiu não haver provas suficientes para embasar uma eventual denúncia criminal contra Zambelli.
“Diante do exposto, acolho a manifestação da PGR e defiro o arquivamento desta investigação”, escreveu o ministro em sua decisão.
A ex-deputada foi condenada pelo STF em maio de 2025 a 10 anos de prisão por sua participação na invasão hacker ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), caso em que foi apontada como autora intelectual do crime. Após a condenação, ela deixou o Brasil, foi presa em Roma e atualmente responde ao processo de extradição na Itália.
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A decisão do STF ocorre em um contexto de desdobramentos judiciais que incluem a análise da extradição de Zambelli pelas autoridades italianas — processo que seguirá em andamento nas próximas semanas.

