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Ministro fala em “vira-latismo” ao rebater críticas à COP30

A realização da COP30 em Belém do Pará voltou ao centro do debate público nesta segunda-feira (17), após o ministro do turismo, Celso Sabino, afirmar que parte das críticas à conferência tem origem no que chamou de “síndrome do vira-lata”. O evento marca a primeira vez que o Brasil recebe a cúpula global do clima, reunindo líderes internacionais para discutir enfrentamento às mudanças climáticas.

REDAÇÃO DO DIÁRIO – com assessorias 

Em entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro”, Sabino afirmou que alguns setores insistem em buscar falhas na organização. “O fato de terem pessoas que criticaram, que ainda estão aqui tentando encontrar cabelo em ovo para achar alguma coisa que não esteja funcionando, eu atribuo isso, talvez, à síndrome de vira-lata, que tudo deve funcionar lá fora, tudo é bom lá fora, tudo que presta deve ser lá fora. Quando é aqui dentro, a gente tem que ficar criticando e encontrando defeito”, declarou.

Preços de hospedagem e organização do evento

Antes da abertura oficial, em 10 de novembro, a conferência foi alvo de críticas devido a valores elevados de hospedagem na capital paraense. Segundo Sabino, no entanto, os preços “se ajustaram” com a proximidade da cúpula. “A gente sabia que aquele excesso [de preços] que vinha acontecendo, pontualmente, nunca foi regra geral e eles iriam ser regulados pelo próprio mercado, o que de fato aconteceu”, afirmou.

O ministro também destacou que a escolha de Belém como sede ampliou a presença de grupos historicamente afastados desses debates. Para ele, a proximidade geográfica permitiu uma participação mais ampla de representantes tradicionais. “Estamos tendo a participação dos movimentos sociais e dos populares. Os indígenas, os povos originários, as comunidades ribeirinhas, os agricultores familiares e pessoas que são impactadas com as mudanças climáticas estão tendo a oportunidade de participar e se manifestar — até de protestar”, disse ao comentar as mobilizações registradas na semana passada.

Infraestrutura e expectativa política

Durante a entrevista, Sabino afirmou que as obras de infraestrutura, além de serviços como transporte e segurança, estão “funcionando perfeitamente”. Ele disse ainda que a conferência entrou, nesta segunda-feira (17), em sua fase política, marcada pela chegada de ministros de quase 160 países a Belém.

Após uma primeira semana marcada por disputas discretas e dificuldades na produção de textos consensuais, a expectativa do governo brasileiro é de que a presença do alto escalão contribua para destravar negociações e acelerar acordos. A COP30 segue até sexta-feira (21).



Fonte

Redação

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