Um surto do vírus letal Nipah no estado de Bengala Ocidental tem deixado a Índia em alerta após a confirmação de casos entre médicos e enfermeiros, com mais de 100 pessoas em quarentena. Esse cenário levou países vizinhos à adoção de medidas preventivas em aeroportos semelhantes às usadas durante a pandemia de Covid-19.
Segundo o Ministério da Saúde, o risco do vírus chegar ao país é baixo. O surto recente registrado na Índia teve dois casos confirmados, ambos entre profissionais de saúde, e nenhuma evidência de disseminação internacional ou risco para a população brasileira.
“Diante do cenário atual, não há qualquer indicação de risco para a população brasileira. As autoridades de saúde seguem em monitoramento contínuo, em alinhamento com organismos internacionais”, afirmou a pasta em nota.
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Segundo eles, o país mantém protocolos permanentes de vigilância e resposta a agentes altamente patogênicos, em articulação com instituições de referência como o Instituto Evandro Chagas e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), além da participação da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS).
A Organização Mundial da Saúde também afirmou que há baixo risco de propagação do vírus e que não recomenda restrições a viagens ou comércio à Índia após as confirmações de casos do vírus Nipah. Entretanto, o órgão classifica o vírus como prioritário devido à sua capacidade de desencadear uma epidemia.
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O patógeno não é novo e causa surtos esporádicos desde 1998, quando foi descoberto. No entanto, chama a atenção pela alta taxa de letalidade, que chega a 75% dos contaminados, ausência de tratamentos ou vacinas e aumento do risco em meio a um mundo cada vez mais globalizado.
O vírus Nipah (NiV) circula principalmente entre morcegos do gênero Pteropus que se alimentam de frutas, mas pode ser transmitido a outros animais e a humanos por meio de alimentos contaminados ou diretamente entre as pessoas. Quando o indivíduo é infectado, o Nipah se manifesta de diferentes formas, desde doenças respiratórias até encefalites (inflamação no cérebro) fatais.
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Geralmente, os sintomas começam com febre, dores de cabeça, mialgia (dor muscular), vômitos e dor de garganta, que podem ser seguidos por tonturas, sonolência, consciência alterada e sinais neurológicos que indicam encefalite aguda.
Algumas pessoas também podem experimentar pneumonia atípica e problemas respiratórios graves, incluindo desconforto respiratório agudo.
A encefalite e as convulsões ocorrem em casos graves, progredindo para o coma dentro de 24 a 48 horas. Acredita-se que o período de incubação do vírus, o intervalo entre a infecção e o início dos sintomas, seja de 4 a 14 dias. Um período de incubação de até 45 dias, porém, já foi relatado.
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O tratamento atual envolve cuidados intensivos de suporte para tratar a respiração grave e complicações neurológicas.
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