Ex-major da Força Aérea dos EUA é preso acusado de treinar pilotos da China e transferir ilegalmente conhecimento operacional
Autoridades federais dos Estados Unidos prenderam na última semana, um veterano da Força Aérea dos EUA e ex-instrutor de pilotos de caça avançados, de 65 anos.
O suspeito responde por violação do Arms Export Control Act (AECA), legislação que regula a exportação de serviços e tecnologias militares sensíveis. De acordo com o Departamento de Justiça, o militar aposentado teria treinado pilotos da Força Aérea do Exército de Libertação Popular da China (Plaaf) sem autorização oficial do governo dos Estados Unidos.
Documentos indicam que o acusado viajou à China em dezembro de 2023, permanecendo no país até o início de fevereiro de 2026. Promotores federais alegam que, após sua chegada, o ex-oficial participou de sessões técnicas prolongadas, respondendo a questionamentos detalhados sobre operações da Força Aérea norte-americana.
Segundo a acusação, ele também teria conduzido treinamentos de voo e instrução em simuladores destinados a pilotos militares chineses, atividade classificada como prestação de serviço de defesa sob a legislação dos EUA.
Em nota oficial, o Departamento de Justiça (DoJ) disse que o treinamento militar estrangeiro sem licença constitui violação direta das normas de controle de exportação estratégica.
O histórico militar do investigado é considerado sensível pelas autoridades de segurança nacional.
Durante 24 anos de serviço ativo, o ex-major comandou unidades responsáveis por sistemas de entrega de armamentos nucleares, liderou missões de combate, atuou como instrutor principal do caça furtivo F-35 Lightning II e treinou pilotos em aeronaves como o F-15 Eagle, o F-16 Fighting Falcon e o A-10 Thunderbolt II.
Após deixar o serviço ativo em 1996, o militar passou a atuar como piloto de carga comercial e posteriormente como contratado civil de defesa, continuando a ministrar treinamentos em simuladores do F-35 para pilotos norte-americanos.
Segundo os promotores federais, o contrato que viabilizou a atuação do ex-militar teria sido intermediado por um cidadão chinês previamente condenado nos Estados Unidos por ataques cibernéticos contra empresas do setor de defesa.
As investigações apontam que o indivíduo esteve envolvido no roubo de informações técnicas relacionadas aos programas das aeronaves militares F-35 Lightning II e Boeing C-17 Globemaster III.
O caso ocorre em meio ao aumento das investigações norte-americanas envolvendo ex-pilotos militares e instrutores de aviação de combate acusados de transferir conhecimento operacional a forças armadas estrangeiras.
Autoridades dos EUA têm reforçado que treinamento tático, instrução em simuladores e compartilhamento de doutrina operacional são considerados exportação de serviços de defesa, exigindo autorização governamental prévia, especialmente quando envolvem aeronaves militares avançadas e sistemas de combate de alta complexidade.
O acusado permanece sob custódia federal e poderá responder criminalmente caso as acusações sejam confirmadas em tribunal.
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