A gestão de eventos corporativos atravessa uma fase de transformação no Brasil e no cenário internacional. A integração entre o segmento MICE — sigla para reuniões, incentivos, conferências e exposições — e o turismo de negócios tradicional vem ganhando força e reposicionando o papel estratégico dos encontros empresariais.
REDAÇÃO DO DIÁRIO – com assessorias
O movimento amplia o escopo da organização de eventos ao incorporar soluções completas que envolvem logística integrada, experiência do participante, tecnologia e itinerários híbridos. A proposta é alinhar cada etapa da jornada aos objetivos estratégicos das empresas, conectando deslocamento, hospedagem, conteúdo e relacionamento em uma única engrenagem.
Dados da consultoria Fortune Business Insights apontam que o mercado global de turismo de eventos foi estimado em aproximadamente US$ 1,538 trilhão em 2025. A previsão é que o volume alcance cerca de US$ 1,640 trilhão em 2026 e se aproxime de US$ 3 trilhões até 2034, com taxa média de crescimento anual de 7,7%.
Os números reforçam o peso estrutural do setor na economia global e evidenciam a consolidação dos eventos corporativos como ferramenta estratégica de negócios.
No Brasil, o turismo corporativo segue como um dos pilares da atividade turística. Informações de entidades setoriais e veículos especializados indicam que o país manteve, em 2025, posição de destaque entre os principais destinos globais para eventos e viagens de negócios, com expectativa de novo ciclo de expansão do MICE em 2026.
A tendência é impulsionada pela promoção internacional do destino Brasil e pela captação de congressos, feiras e convenções de grande porte.
Na capital paulista, principal hub da indústria MICE na América Latina, o impacto econômico é expressivo. O turismo corporativo movimentou cerca de R$ 22,2 bilhões em 2025, representando mais de 60% do fluxo turístico da cidade. O desempenho influencia diretamente hotelaria, gastronomia, transporte e toda a cadeia produtiva ligada a eventos e viagens de negócios.
A consolidação de formatos híbridos e digitais é outro fator que sustenta a expansão do setor. Estudos recentes apontam que, em 2024, mais de 38% dos eventos MICE já contavam com participação digital. Recursos como transmissões ao vivo, plataformas interativas e networking virtual elevaram em até 32% o engajamento do público em comparação com encontros exclusivamente presenciais.
A combinação entre experiências físicas e digitais amplia o alcance dos eventos e potencializa resultados para organizadores e patrocinadores.
Diante desse cenário, empresas especializadas têm investido em soluções integradas. A Voetur Eventos, por exemplo, aposta na união entre gestão de eventos corporativos, planejamento de itinerários e experiências de viagem.
Segundo Flavia Galdino, gerente de eventos da empresa, a demanda atual vai além da execução operacional. “Hoje, o cliente busca uma experiência fluida, em que todos os pontos de contato estejam conectados ao objetivo do negócio, do embarque ao encerramento do evento”, afirma.
Para ela, a convergência entre MICE e turismo corporativo representa uma mudança estrutural. “Os eventos deixaram de ser apenas encontros institucionais e passaram a funcionar como plataformas de relacionamento, posicionamento e geração de valor. Quando há integração na gestão, o impacto estratégico e operacional é ampliado”, destaca.
Com foco em tecnologia, itinerários híbridos e experiência do participante, o setor reforça seu papel como vetor de desenvolvimento econômico e ferramenta estratégica para empresas que desejam ampliar resultados no Brasil e no exterior.
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