O mercado financeiro registrou o ingresso de 663 novos consultores de investimentos pessoa física em 2025, aumento de 28% na comparação com o ano anterior. A informação faz parte de levantamento realizado pela Veritas, consultoria especializada no mercado financeiro, com base em dados públicos da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
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De acordo com o estudo – que apresenta séries históricas do setor de wealth management e análises setoriais –, o ritmo de crescimento faz de 2025 o ciclo mais consistente de expansão da categoria. O trabalho aponta ainda que as assessorias de investimento entraram em um processo de consolidação e amadurecimento.
Para Anderson Timm, CEO da Veritas e coordenador do estudo, o avanço está ligado a um modelo de atuação baseado em planejamento financeiro, remuneração via fee fixo e maior alinhamento aos interesses do investidor.
A evolução é ainda mais expressiva quando comparada ao início de sua trajetória: até 2016, havia apenas 200 consultores pessoa física em atividade no Brasil. “A consultoria de investimentos entra agora em uma fase em que escala e posicionamento estratégico se tornam determinantes para a competitividade”, afirma Timm.
O segmento de consultorias pessoa jurídica segue a mesma tendência. Em 2025, foram registrados 162 novos escritórios — alta de 27% ante 2024 —, elevando para 492 o número total de consultorias desse tipo no país. Após décadas com menos de 30 novos cadastros anuais, o mercado passou por uma ruptura em 2019, disparando para mais de 160 novos registros por ano. “A consultoria pessoa jurídica deixa de ocupar um papel periférico e passa a integrar o núcleo do mercado de wealth management”, destaca o executivo.
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Segundo o levantamento, o país soma hoje cerca de 59 milhões de investidores e aproximadamente R$ 7,9 trilhões em ativos aplicados, reforçando a importância econômica do ecossistema de investimento nacional.
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Enquanto as consultorias aceleram, o segmento de assessoria de investimentos demonstra sinais de estabilização. Em 2025, foram cadastrados 3.508 novos assessores pessoa física, queda de 6,2% em relação ao ano anterior. Ao todo, o país conta com 26.830 profissionais ativos. Apesar da redução no ritmo de entrada, o setor continua crescendo — embora distante da expansão vista entre 2018 e 2022, quando os novos registros anuais superavam a marca de 5 mil.
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Nas assessorias pessoa jurídica, o movimento é semelhante. Foram 168 novos escritórios em 2025, uma queda de 26,6% ante 2024. O Brasil registra, hoje, 1.426 estruturas do tipo. De acordo com Timm, a abertura de novos escritórios exige agora maior capitalização, governança e clareza de modelo de negócio, fatores que evidenciam o estágio de maturação do setor.
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O levantamento também mostra forte concentração geográfica das assessorias, especialmente na região Sudeste. A cidade de São Paulo lidera com ampla vantagem — reunindo mais empresas do que todas as demais capitais somadas. Na segunda posição aparece Rio de Janeiro, seguida por Porto Alegre, Belo Horizonte e Curitiba. A posição de Porto Alegre, à frente de Belo Horizonte, chama a atenção dos analistas. Segundo Timm, embora Minas Gerais tenha maior concentração de milionários, o Rio Grande do Sul possui tradição mais forte no segmento de assessoria de investimentos.
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A entrada em vigor das normas CVM 178 e 179 também tem papel relevante no novo cenário, ao elevar o nível de transparência das relações entre profissionais e investidores. Segundo o estudo, muitos escritórios passaram a operar com modelos híbridos, combinando consultoria e assessoria.
Para Timm, a transformação em curso aponta para a coexistência e evolução de ambos os modelos, e não para o predomínio de um sobre o outro. “Os dois formatos seguem caminhos complementares, e os impactos são perceptíveis para profissionais, plataformas e clientes finais”, conclui.
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