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MDB Mulher repudia filiação ao partido e pré-candidatura de Dado Dolabella

O MDB Mulher publicou nesta quinta-feira uma nota em repúdio à filiação e ao lançamento da pré-candidatura de Dado Dolabella a deputado federal pelo Rio de Janeiro. A entrada do ator no partido foi anunciada nesta semana em um vídeo publicado pelo presidente estadual da sigla e ex-prefeito de Duque de Caxias (RJ), Washington Reis, mas o conteúdo foi apagado em seguida. O artista já respondeu e foi condenado por denúncias de violência contra mulheres.

“Recebi com estarrecimento, surpresa e repúdio a notícia da filiação do ator Dado Dolabella, um homem agressor de mulheres, como todo o Brasil o conhece”, disse o comunicado divulgado pela presidente nacional da ala do partido focada em lideranças femininas, Kátia Lôbo.

No comunicado, ela também classificou o momento como “extremamente delicado e grave” e fez menção aos registros de feminicídios e caos de agressões registrados. “Em pleno mês de março, conhecido por ser o ‘mês da mulher’, receber esse tipo de notícia é algo que revolta e contraria tudo o que o MDB Mulher quer passar às mulheres”, concluiu o comunicado.

No vídeo de anúncio da candidatura, Reis descreveu Dolabella como um “ator de televisão, pai de família, um homem que tem compromisso com a família e os princípios bons da sociedade”. Após a repercussão negativa da postagem, a publicação foi deletada da página do emedebista. No mês passado, ele indicou a irmã, Jane Reis, como candidata a vice na chapa do prefeito Eduardo Paes (PSD) na disputa pelo governo do estado.

No dia seguinte ao anúncio de sua candidatura, Dolabella postou um vídeo dizendo que decidiu entrar na política por ter vivido “na pele o que é ser injustiçado”. Na gravação, também declarou apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à presidência da República.

— Eu acredito no fortalecimento das famílias, no combate firme à criminalidade e na melhoria das leis, para que não sejam instrumentos de injustiça. E deixo claro que acredito que Flávio Bolsonaro é hoje o nome que mais se alinha às ideias que eu defendo para o Brasil. Por isso, pretendo apoiá-lo como candidato à presidência — diz Dolabella, que afirma na gravação “defender quem não tem voz”.

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No ano passado, o ator foi condenado pela Justiça do Rio de Janeiro a 2 anos e 4 meses de detenção, em regime aberto, por agressões contra a ex-namorada Marina Dolabella, que também é sua prima, durante uma briga em 2020. Antes, em 2018, foi condenado e cumpriu em regime aberto a pena de 2 meses e quinze dias por injúria contra a ex-mulher Viviane Sarahyba. Em 2008, também foi denunciado por agressão pela ex-namorada e atriz Luana Piovani. Em julho de 2013, o caso foi arquivado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro após a investigação, sem condenação.



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