O Dia Mundial do Turismo, celebrado em 27 de setembro, ganha um significado especial em Mato Grosso do Sul. O estado consolidou-se como uma das principais referências globais em turismo de natureza e gestão responsável, com práticas que conciliam conservação ambiental, desenvolvimento econômico e participação comunitária.
O reconhecimento internacional vem, entre outros fatores, da adesão do estado ao primeiro manual voltado para mudanças climáticas em destinos turísticos, elaborado a partir da Declaração de Glasgow. Essa iniciativa reforça o protagonismo do Mato Grosso do Sul em debates sobre sustentabilidade no setor.
Bonito, um dos principais destinos do estado, construiu ao longo de mais de 40 anos um modelo de gestão que é considerado referência no país. Entre as medidas implementadas desde os anos 1980 estão o voucher único, a obrigatoriedade de guias de turismo, o licenciamento ambiental com base na capacidade de carga dos atrativos e a criação do Conselho Municipal de Turismo (COMTUR).
Essas ações garantiram a conservação das belezas naturais da região e a qualidade da experiência turística. O município foi eleito 18 vezes como melhor destino de ecoturismo do Brasil pela revista Viagem & Turismo. Em 2022, alcançou um marco inédito ao tornar-se o primeiro destino de ecoturismo do mundo certificado como carbono neutro, resultado de esforços conjuntos do setor hoteleiro, de restaurantes, atrativos e da própria comunidade.
O Pantanal, reconhecido como a maior planície alagável do planeta, é outro destaque. O bioma abriga uma das maiores concentrações de fauna da América do Sul, com espécies emblemáticas como a onça-pintada. O turismo na região é conduzido por guias especializados e acontece em fazendas pantaneiras, barcos-hotel e lodges, sempre em parceria com programas de pesquisa e conservação.
Nos últimos anos, fazendas tradicionais adaptaram suas estruturas para receber visitantes sem perder a essência da vida rural, enquanto hotéis e pousadas passaram a investir em energia limpa, gestão de resíduos e formação de mão de obra local. Essas iniciativas têm fortalecido o Pantanal como destino de ecoturismo reconhecido internacionalmente.
De acordo com Bruno Wendling, diretor-presidente da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul, o protagonismo do estado não se restringe a Bonito e Pantanal. Ele destaca outros polos em crescimento, como o Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema, a Costa Leste, a rota Cerrado-Pantanal (Costa Rica, Alcinópolis, Rio Verde e Coxim), além das regiões de fronteira com Paraguai e Bolívia. A capital Campo Grande também vem ganhando espaço pela diversidade gastronômica e cultural associada à natureza.
A atuação integrada em diferentes regiões tem colocado Mato Grosso do Sul em evidência em fóruns e premiações internacionais ligados ao turismo sustentável e à ação climática. O estado vem se consolidando como um dos principais exemplos de que é possível desenvolver atividades turísticas sem comprometer a conservação ambiental e o bem-estar das populações locais.
Para Wendling, o desafio agora é dar continuidade ao processo de crescimento com responsabilidade. “É preciso fortalecer a atividade, reconhecer sua importância para a economia e para a inclusão social, ao mesmo tempo em que se conserva os ativos naturais que sustentam o turismo no estado”, afirma.
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