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Marina Silva tratou com presidente do PT sobre candidatura ao Senado por São Paulo

Marina Silva tratou com presidente do PT sobre candidatura ao Senado por São Paulo

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), afirmou que pode disputar uma vaga ao Senado Federal por São Paulo nas eleições deste ano. Ela disse estar “disposta” a participar de uma construção eleitoral no estado que a “recolocou na cena política”, além de relatar estar sendo procurada por “vários partidos”. A ministra ponderou que a decisão para definir “a melhor forma de contribuir” será a partir de uma reunião com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

— Eu me vejo no desenho da construção para o Senado. São Paulo ajudou a salvar a minha vida biológica e me recolocou na cena política de uma forma incrível, quando eu nem queria mais ser candidata. E, agora, eu estou disposta a fazer essa construção — afirmou Marina, nesta quinta-feira, em entrevista à Rede TV.

A ministra disse estar avaliando uma saída de seu atual partido, a Rede Sustentabilidade, e ressaltou que se sente “muito honrada” com a procura outras legendas “do campo democrático popular, com compromisso com a democracia”. Conforme reportagem do GLOBO publicada na semana passada, interlocutores do PT afirmam já haver “quase um casamento” entre o partido e Marina.

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— Estou dialogando com o PT, sim, e tive uma primeira conversa muito boa com o Edinho (Silva, presidente da sigla). Uma conversa já aconteceu com a presidente do Psol, Paula Coradi. Tem pedidos de conversa do PSB, do PV, de vários partidos. Uma análise está sendo feita — disse.

De acordo com ela, o objetivo é formar um arranjo político capaz de beneficiar Lula nas eleições presidenciais em São Paulo. Ao mesmo tempo, o PT, segundo o colunista do GLOBO Lauro Jardim, já está fazendo pesquisas para medir a viabilidade eleitoral da ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), para uma possível disputa para o Senado pelo estado.

Marina ainda mencionou a possível candidatura do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao governo paulista, que vem sendo cobrado para aderir à disputa embora manifeste não desejar ir às urnas:

— Muita gente diz: “estão pressionando o Haddad”. Eu não vejo como pressão. Vejo como reconhecimento da liderança que ele é, da importância que ele tem — destacou Marina. — Ele levou para o segundo turno uma eleição difícil (2022) em São Paulo que foi fundamental para a vitória do Lula. A liderança dele é de novo decisiva.

Nesta quinta-feira, Haddad ironizou a cobrança da ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT-PR), para que ele seja candidato. Segundo ela, “todos os melhores quadros têm que vestir a camisa e fazer aquilo que melhor sabem fazer na disputa”, o que o ministro reagiu: “estou comemorando a Gleisi ter me elogiado”.

Condições para candidatura de Marina

Eleita deputada federal em 2022, Marina descarta disputar uma vaga na Câmara este ano. O GLOBO também apurou ser “pouco provável” que a ministra vá às urnas caso Haddad seja também candidato ao Senado, em vez de disputar o governo.

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Com isso, a avaliação no PT é que, até uma definição final do ministro da Fazenda, o cenário sobre uma candidatura da ambientalista permanece aberto. O PT deseja repetir em São Paulo a estratégia costurada no Paraná, com uma ministra na corrida pelo Senado como modo de fortalecer a presença da sigla no Legislativo e a reeleição do presidente Lula.

A saída de Marina da Rede está prevista para ocorrer nos primeiros meses deste ano. Aliados da ministra publicaram, em dezembro, um manifesto contra a direção nacional da sigla. Eles criticam mudanças no estatuto partidário e afirmam haver uma perseguição interna contra a ambientalista.

O tensionamento da relação de Marina com a sigla se aprofundou em abril do ano passado com a derrota do candidato da ambientalista para o apoiado pela deputada federal Heloísa Helena, rompida com a ministra desde 2022.

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Enquanto Marina se define como “sustentabilista” e optou por integrar a gestão Lula como ministra do Meio Ambiente, Heloísa se posiciona como oposição ao Planalto e defende o “ecossocialismo”, corrente que associa a preservação ambiental à mudança do sistema econômico.



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