Cerca de 18,5 milhões de passageiros enfrentaram cancelamentos ou atrasos superiores a três horas em voos no Brasil ao longo de 2025, segundo relatório da AirHelp divulgado nesta quinta-feira (29). O levantamento analisou operações realizadas em aeroportos brasileiros no ano passado e aponta que 18% dos viajantes da aviação comercial foram impactados.
De acordo com o estudo, 105 milhões de passageiros viajaram em aproximadamente 784 mil voos com partidas realizadas no Brasil em 2025, dentro de um volume total de 129,6 milhões de embarques e desembarques registrados nos aeroportos do país. Em comparação com 2024, quando 19,9 milhões de passageiros foram afetados, houve uma queda de cerca de 7%, impulsionada principalmente pela redução no número de cancelamentos.
Em 2025, 2,7 milhões de passageiros tiveram seus voos cancelados, recuo de 41% em relação ao ano anterior, quando 4,1 milhões de pessoas foram impactadas por esse tipo de ocorrência. Já os atrasos superiores a duas horas atingiram 982 mil passageiros, mantendo um patamar semelhante ao observado em 2024.
Entre os aeroportos, Guarulhos, em São Paulo, foi o mais movimentado do país em 2025, com mais de 21 milhões de passageiros. Apesar do alto volume, 77% dos voos partiram dentro do horário programado. O Aeroporto Internacional de Brasília apresentou o melhor desempenho de pontualidade no ano passado, com 88% das decolagens realizadas no horário previsto, seguido por Fortaleza, Campo Grande, Salvador, Santos Dumont, no Rio de Janeiro, e Cuiabá.
A análise mensal mostra que dezembro concentrou o maior número de problemas em 2025, com 31% dos passageiros afetados por atrasos ou cancelamentos. O dia 10 de dezembro foi o mais crítico do ano, quando 69% dos voos sofreram algum tipo de interrupção. Em sentido oposto, março registrou o melhor desempenho, com apenas 13% dos passageiros impactados.
O levantamento também avaliou o desempenho das rotas. A ligação entre Palmas e Goiânia foi a mais pontual do país em 2025, com 97% dos passageiros chegando no horário. Já a rota São Paulo, via Guarulhos, para Munique apresentou o maior índice de atrasos, afetando 61% dos viajantes. A maior taxa de cancelamentos ocorreu na rota Porto Velho–Rio Branco, com 22% dos passageiros impactados.
Segundo a AirHelp, considerando os critérios de elegibilidade adotados no Brasil e em outros mercados, cerca de 2,2 milhões de passageiros brasileiros teriam direito a solicitar indenizações referentes a problemas registrados em 2025, com valores que podem chegar a até R$ 10 mil, a depender do caso.
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