“Guerreiras do K-Pop” parte de uma ideia simples e eficiente: três estrelas da música vivem uma vida dupla que ninguém fora do palco pode conhecer. Rumi (Arden Cho), Mira (May Hong) e Zoey (Ji-young Yoo) lideram um grupo feminino no auge da fama, com turnês lotadas, ensaios intermináveis e pressão constante por perfeição. Fora dos holofotes, elas assumem outra função bem menos glamourosa: caçar demônios que se infiltram no mundo humano usando a indústria do entretenimento como porta de entrada.
A narrativa acompanha esse equilíbrio frágil entre carreira e missão secreta. Rumi atua como o eixo do trio, sempre tentando manter o grupo coeso enquanto negocia com produtores, fãs e ameaças invisíveis. Mira surge como a estrategista prática, atenta aos riscos e aos limites do que é possível fazer sem comprometer a imagem pública do grupo. Zoey, mais impulsiva, frequentemente força decisões rápidas que trazem humor e tensão ao mesmo tempo. A dinâmica entre as três é clara e funciona porque nasce de ações concretas, não de discursos explicativos.
O principal obstáculo aparece quando um grupo masculino rival começa a disputar espaço, atenção e influência. A competição não é apenas musical. Há algo errado na forma como esses novos ídolos se comportam, e Rumi percebe cedo que a ameaça ultrapassa charts e contratos. A partir daí, cada show vira também um ponto de vigilância, e cada ensaio carrega o risco de exposição. O filme é cuidadoso em mostrar como pequenas falhas, atrasos ou escolhas no palco têm consequências diretas fora dele.
A comédia entra de maneira orgânica, especialmente nas tentativas do trio de resolver problemas sobrenaturais sem interromper compromissos profissionais. Zoey costuma ser o gatilho dessas situações, criando momentos leves que aliviam a tensão sem quebrar o ritmo. O humor nasce do contraste entre o espetáculo controlado do K-pop e o caos de lidar com algo que não pode ser explicado ao público.
Mesmo sendo uma animação, “Guerreiras do K-Pop” trata fama como trabalho. Há reuniões, bastidores, equipamentos, cronogramas apertados e decisões que precisam ser tomadas rápido. Maggie Kang e Chris Appelhans conduzem a história sem exagerar na moral ou na mensagem, preferindo mostrar como essas personagens se adaptam quando o controle começa a escapar. Isso dá ao filme um tom mais pé no chão do que a premissa poderia sugerir.
O resultado é um filme ágil, carismático e direto, que aposta na ação e na química entre Rumi, Mira e Zoey para avançar a trama. Sem depender de grandes reviravoltas ou explicações excessivas, a história se sustenta no esforço constante das protagonistas para proteger o que construíram, tanto como artistas quanto como guerreiras, mantendo sempre o risco de perder tudo à vista.
Filme:
Guerreiras do K-Pop
Diretor:
Chris Appelhans e Maggie Kang
Ano:
2025
Gênero:
Ação/Animação/Aventura/Fantasia
Avaliação:
8/10
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Helena Oliveira
★★★★★★★★★★
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