A inclusão de Viviane Barci de Moraes, mulher de Alexandre de Moraes, no rol da Lei Magnitsky repercutiu na imprensa internacional. A edição suíça do jornal 20 Minutes, por exemplo, afirmou que, com a medida, a gestão do presidente americano, Donald Trump, “se vinga” da família do ministro do Supremo Tribunal Federal ( STF) por supostos abusos na relatoria do processo da trama golpista contra o aliado Jair Bolsonaro. Outros veículos da mídia estrangeira, como o Washington Post e a Bloomberg, destacaram que as novas sanções marcam uma escalada na tensão entre os dois países.
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Para o Washington Post, as sanções financeiras contra Viviane “marcam uma escalada na disputa diplomática entre o presidente Donald Trump e o governo brasileiro”. O jornal ressaltou que o republicano também foi acusado de tentar permanecer no poder após uma derrota eleitoral, assim como Bolsonaro, e tem pressionado há meses o STF a retirar as acusações contra o aliado. O Post ainda destacou a entrevista em que Moraes citou zero chance de recuar diante da pressão de Trump.
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Já a Bloomberg acrescentou que, no mesmo dia das novas sanções americanas, as autoridades brasileiras denunciaram o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, por coação no curso do processo, numa ação “que provavelmente inflamará ainda mais as tensões”.
O site Politico, por sua vez, destacou que a medida anunciada nesta segunda-feira é “a mais recente do governo Trump para se opor ao processo” contra Bolsonaro e detalhou: as sanções impedem que pessoas nos EUA realizem transações com Viviane e restringem ainda mais quaisquer ativos que a família possa ter nos Estados Unidos. O portal destacou a reação do governo brasileiro, que apontou o uso político da Lei Magnitsky para interferência nos assuntos internos brasileiros, e as manifestações do último de fim de semana contra articulações parlamentares pela anistia a Bolsonaro.
O jornal francês Le Monde disse que, com a medida, os EUA “exercem pressão crescente contra autoridades judiciais brasileiras”, também especificou as sanções contra Viviane e explicou o que chamou de “crise diplomática em curso entre os dois países”.
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De acordo com Moraes, a medida contra sua mulher é “ilegal”, “lamentável” e “não só contrasta com a História dos Estados Unidos da América, de respeito à lei e aos direitos fundamentais, como também violenta o Direito Internacional, a Soberania do Brasil e a independência do Judiciário”.
Moraes também declarou que vai continuar a cumprir sua “missão constitucional de julgar com independência e imparcialidade” e que “as instituições brasileiras são fortes e sólidas”.
O ministro ainda disse que juízes brasileiros “não aceitarão coações ou obstruções no exercício de sua missão constitucional conferida soberanamente pelo Povo brasileiro”.
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O STF também divulgou nota sobre a sanção, afirmando que “lamenta e considera injusta” a medida. O texto diz que, “infelizmente, as autoridades norte-americanas foram convencidas de uma narrativa que não correponde aos fatos” e acrescenta que o julgamento que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) “respeitou o devido processo legal e o amplo direito de defesa, com total publicidade”.
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