O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou nesta segunda-feira (9) que seu país e aliados estão preparando uma missão internacional para reabrir o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo que foi praticamente bloqueada pela guerra no Oriente Médio.
Segundo Macron, a operação será “puramente defensiva” e terá como objetivo escoltar navios comerciais, incluindo petroleiros e cargueiros, para permitir a retomada gradual do tráfego marítimo na região. 
“Estamos no processo de estabelecer uma missão puramente defensiva, puramente de escolta, que deve ser preparada em conjunto com os Estados europeus e não europeus”, afirmou o francês depois de se reunir com o presidente cipriota, Nikos Christodoulides, e o primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis, no Chipre.
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O estreito liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e responde por cerca de 20% do comércio global de petróleo, tornando-se um ponto crítico para o abastecimento energético mundial.
A iniciativa ocorre em meio à escalada da guerra iniciada após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. O conflito provocou ataques retaliatórios iranianos e levou ao fechamento de rotas marítimas importantes para o transporte de energia.
O bloqueio do estreito já provocou forte volatilidade no mercado de petróleo e preocupações com inflação global e interrupções no comércio internacional.
Como parte da resposta, a França anunciou o envio de forças navais adicionais para a região. O país pretende mobilizar cerca de uma dúzia de navios de guerra, incluindo um grupo de porta-aviões, para reforçar a segurança marítima no Mediterrâneo, no Mar Vermelho e nas águas próximas ao Estreito de Ormuz. 
Macron também indicou que Paris pretende ampliar sua participação na missão naval europeia Aspides, que protege embarcações contra ataques de grupos aliados ao Irã no Mar Vermelho. 
A proposta de escolta naval para navios comerciais deverá envolver parceiros europeus e possivelmente países fora da União Europeia.
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Segundo Macron, o objetivo é restabelecer a liberdade de navegação e garantir o fluxo de comércio internacional em uma das rotas energéticas mais importantes do mundo.
(com Reuters e Le Monde)
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