O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quinta-feira a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, com vetos parciais a cerca de R$ 400 milhões em emendas parlamentares. Ainda haverá bloqueios de mais aproximadamente R$ 11 bilhões de emendas e também de montantes que, embora sejam contabilizados como recursos dos ministérios, ficam a critério dos congressistas dizer como e onde devem ser aplicados.
O ato foi publicado em versão extra do Diário Oficial da União (DOU) na noite desta quinta-feira, na data-limite para a sanção presidencial. O Orçamento da União para este ano será de R$ 6,54 trilhões, sendo que aproximadamente R$ 50 bilhões serão destinados a emendas parlamentares.
O texto aprovado pelo Congresso em dezembro previa R$ 62 bilhões reservados para esse tipo de mecanismo, R$ 12 bi a mais do que o orçamento do ano anterior.
Continua depois da publicidade
Entre os itens vetados no texto sancionado por Lula, estão recursos a projetos de irrigação no Nordeste, e a algumas obras nos estados de Amapá, Tocantins, Ceará, Paraíba, Bahia, São Paulo, Goiás, Distrito Federal, Rondônia e Pernambuco.
Em nota, o Palácio do Planalto diz que o veto de aproximadamente R$ 400 milhões ocorre porque “tais dispositivos haviam sido inseridos durante a tramitação do texto no Congresso Nacional e estavam em desacordo com a Lei Complementar nº 210/2024”.
O corte ocorre no momento em que Lula tenta recompor a relação com a Câmara e o Senado em um processo de reaproximação com Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (Unão-PB) que iniciou em dezembro e mira o ano eleitoral.
A contenção já havia sido antecipada pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, na semana passada, quando o ministro afirmou que o governo estudava como barrar o recurso, se por veto, bloqueio ou remanejamento.
“Não será executado além do combinado, o que é legalmente combustível. Algo em torno de R$ 11 bilhões está acima do previsto legalmente e do pactuado”, disse o ministro a jornalistas no Palácio do Planalto.
Costa fez ainda referência a um acordo feito entre Legislativo e Executivo ainda em 2024 de que o crescimento relativo a emendas parlamentares teria de se sujeitar ao arcabouço fiscal, e que, portanto, poderia apenas ser correção pela inflação e um aumento real de, no máximo, 2,5%:
Continua depois da publicidade
“Tem uma regra definida, inclusive por julgamento pleno do STF, que define o o volume de emendas e o como essas emendas podem crescer. Tudo aquilo que tá fora do pactuado não será executado.”
Pelas rubricas do orçamento sancionado por Lula, a área da educação terá um orçamento de R$ 233,7 bilhões, ante R$ 206,1 bilhões em 2025. A área da saúde terá R$ 271,3 bilhões contra 254,1 bilhões de 2025.
Mesmo com o crescimento do gasto público em ano eleitoral, a peça orçamentária prevê um superávit primário de R$ 34,2 bilhões.
Continua depois da publicidade
O Congresso aprovou a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) na última sessão de 2025, em 19 de dezembro, com uma estimativa de despesas de R$ 6,5 trilhões. Antes da virada de ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei com veto a um dispositivo que aumentava o Fundo Partidário.
A pressão do Legislativo sobre a execução orçamentária é especialmente sensível em 2026, quando o país irá às urnas para eleições gerais, que renovam mandatos de presidente, governadores, senadores, deputados federais e estaduais.
No mês passado, Lula voltou a criticar o volume de emendas impositivas no Orçamento da União.
Continua depois da publicidade
“Eu sinceramente não concordo. Não concordo com as emendas impositivas. Eu acho que o fato de o Congresso Nacional sequestrar 50% do Orçamento da União é um grave erro histórico”, disse o presidente, na ocasião.
Poesias inéditas que protestem contra o machismo e abordem a conscientização no enfrentamento à violência…
Quando um homem perde o emprego que sustentou sua identidade por décadas, o que entra…
Executivos de American Airlines, TAP, Gol e RIOgaleão discutem estratégias para ampliar rotas e turismo…
O pedido feito ontem pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que China, França,…
Em “Valor Sentimental”, Joachim Trier volta ao terreno em que costuma ser mais preciso, o…
Petróleo das reservas de emergência da Agência Internacional de Energia (AIE) começará a fluir para…