O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira, 27, em publicação no X, que o autoritarismo e os discursos de ódio foram peças utilizadas pela Alemanha Nazista para promover o massacre de milhões de judeus. A postagem de Lula foi em referência ao Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto.
“Hoje – Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto – é preciso recordar os horrores que a humanidade é capaz de cometer contra o próprio ser humano. E lembrar que o autoritarismo, os discursos de ódio e o preconceito étnico e religioso foram as peças com as quais essa grande tragédia do século XX foi construída”, disse Lula no X.
O presidente ainda destacou que, em seu primeiro mandato, em 2004, assinou uma petição enviada à Organização das Nações Unidas (ONU) que instituiu 27 de Janeiro como a data em lembrança das vítimas do Holocausto. Segundo ele, o dia busca relembrar os que perderam suas vidas e prestar solidariedade aos milhões de famílias destruídas.
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“Um dia de defesa dos Direitos Humanos, da convivência pacífica e das instituições democráticas, elementos fundamentais do mundo mais justo que queremos deixar para as próximas gerações”, disse Lula no X.
O dia 27 de Janeiro foi escolhido por ser nesta data, em 1945, em que o maior campo de extermínio nazista, Auschwitz-Birkenau, foi libertado pelas tropas soviéticas. Na instalação nazista, localizado no sul da Polônia, foram mortas entre 1,3 milhão e 3 milhões de pessoas.
Narrativa da oposição busca ligar Lula a antissemitismo
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato ao Palácio do Planalto, chamou nesta terça-feira, 27, o presidente Lula de antissemita. Os dois devem disputar a Presidência neste ano.
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O parlamentar afirmou que, em episódios recentes, Lula deixou de condenar o Hamas para atacar Israel e que o Brasil integra o grupo de países que apoiam o terrorismo.
Flávio, que se apresentou como candidato, disse que se alinhará a Israel, caso seja eleito. Numa indireta a Lula, o senador afirmou que o próximo presidente brasileiro não será persona non grata em Israel.
Em 2024, o ministro das Relações Exteriores israelense, Israel Katz, afirmou que o presidente Lula é considerado persona non grata em Israel até que ele se desculpe pelas declarações em que compara a ofensiva israelense na Faixa de Gaza ao extermínio de judeus feito pela Alemanha Nazista de Adolf Hitler, entre 1933 e 1945.

