A um mês do Lollapalooza Brasil, a organização divulgou como funcionará a operação de acessibilidade prevista para a edição de 2026, marcada para os dias 20, 21 e 22 de março, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. O plano reúne estruturas adaptadas, atendimento especializado e novos espaços de apoio voltados a pessoas com deficiência e a públicos com necessidades específicas.
O acesso aos serviços dependerá de pré-cadastro no site oficial entre 23 de fevereiro e 13 de março. O procedimento exige preenchimento de formulário, envio de documento oficial e laudo médico (CID). Após análise individual realizada por terapeutas ocupacionais, o participante receberá por e-mail a confirmação para utilização dos recursos.
No dia do Lolla, será necessário apresentar a aprovação na Central de Acessibilidade para realizar o empulseiramento obrigatório e retirar itens disponíveis, como cadeiras de rodas e kits sensoriais. O espaço também funcionará como ponto de orientação, com equipes distribuídas pelo autódromo.
Estrutura do Lolla inclui recursos sensoriais e suporte contínuo

A operação contempla pessoas com deficiência física, auditiva, visual ou intelectual, mobilidade reduzida, comorbidades, gestantes, lactantes, idosos e pessoas neurodivergentes. Entre as medidas previstas estão tradução em Libras em parte dos shows exibidos nos telões, audiodescrição transmitida por rádio nas plataformas de visibilidade e áreas elevadas próximas aos palcos. O festival também terá cardápios acessíveis nas áreas de alimentação, rampas, pisos e mapas táteis, balcões rebaixados, banheiros adaptados e sanitários com macas trocadoras, além de uma oficina para manutenção de cadeiras de rodas.
A edição do Lollapalooza 2026 terá uma Sala Sensorial destinada a pessoas que necessitem de regulação em situações de sobrecarga sensorial ou crises, com isolamento acústico e acompanhamento profissional. Também será implantada uma área de descanso para cães-guia próxima à Central de Acessibilidade, sendo a alimentação dos animais responsabilidade dos tutores.
O público PCD terá orientações específicas de chegada. O Portão 7 será exclusivo para desembarque de cadeirantes em vans adaptadas, sem estacionamento. O Portão A é recomendado para chegada por táxi ou aplicativo, enquanto o Portão G é indicado para quem utiliza trem e contará com veículo de apoio disponível no local. Segundo a organização, o sistema de pré-cadastro e a separação de acessos buscam reduzir filas e dimensionar melhor o atendimento durante os três dias de programação.

