Kissimmee (Flórida) – DT Minich, CEO do Experience Kissimmee, traçou um panorama vibrante do destino que mais cresce na Flórida Central. Sua fala, marcada por dados, bastidores e reflexões pessoais, revelou um território em plena transformação, tanto em infraestrutura quanto em posicionamento internacional, e deixou claro que Kissimmee está prestes a entrar em um novo ciclo de protagonismo turístico.
Minich ilustrou a velocidade com que Kissimmee se reinventou. Onde antes havia campos vazios, hoje surgem hotéis, centros comerciais, áreas de entretenimento e novos empreendimentos que, segundo ele, estão mudando o perfil do destino. E essa expansão está longe de desacelerar.
Nos próximos anos, Kissimmee ganhará seu primeiro hotel cinco estrelas, o Mysk (uma marca originária de Dubai, administrada pelo grupo Kempinski), além de um novo hotel Nickelodeon, completamente redesenhado, que servirá de âncora para um futuro centro de compras e gastronomia. Outro projeto, o Pavilion, reunirá um hotel de 500 quartos, lojas e restaurantes em uma área estratégica, próxima aos escritórios do Experience Kissimmee e da Disney.
A força do destino, no entanto, não se traduz apenas em novos edifícios. Minich, que fez carreira em diferentes regiões da Flórida antes de assumir o cargo que ocupa há 11 anos, reforçou que Kissimmee desenvolveu um posicionamento internacional que levou décadas para ser construído, e que hoje se sustenta em relações profundas com operadores, trade, mídia e companhias aéreas. “O turismo internacional é, acima de tudo, sobre relacionamentos. É isso que sustenta o trabalho.”
Essa presença global continua a render frutos. O Reino Unido se mantém como principal mercado de longa distância, mas o Brasil, que, segundo o CEO, esteve prestes a assumir o primeiro lugar antes da pandemia, vem logo atrás. A demanda brasileira permanece intensa, mas há um obstáculo que freia o crescimento: a oferta insuficiente de assentos entre o Brasil e a Flórida. O executivo relatou que o problema não é a procura, e sim a falta de aeronaves disponíveis. “Se o passageiro não encontra assento, não consegue vir”, resumiu. O destino segue articulando com o aeroporto de Orlando e parceiros aéreos para recuperar e ampliar a conectividade.
Ao mesmo tempo, a inauguração do Universal Epic Universe ampliou de forma imediata o interesse de visitantes, principalmente europeus. “É um parque completamente novo, do tamanho do Islands of Adventure somado ao Universal Studios”, destacou. O verão europeu refletiu esse impacto, especialmente entre os britânicos, tradicionalmente apaixonados por parques temáticos.
Ainda assim, o executivo reforça que Kissimmee não abandona os mercados mesmo em momentos de instabilidade. Durante a pandemia, manteve abertos todos os 17 escritórios internacionais (ainda que com equipes reduzidas) para preservar o relacionamento e o fluxo de informações. “Quando você sai de um mercado, outro destino entra no seu lugar”, afirmou.
Além do crescimento urbano e dos laços internacionais, Minich fez questão de sublinhar um diferencial que, segundo ele, separa Kissimmee de seus vizinhos mais famosos: a natureza. A poucos minutos do “castelo mais famoso do mundo”, visitantes podem remar por Shingle Creek, nascente dos Everglades, onde uma rolha lançada na água levaria um ano para chegar aos Keys. O condado tem ainda a maior população de águias-de-cabeça-branca (símbolo dos Estados Unidos) fora do Alasca, além de parques de céu escuro para observação de estrelas. “Orlando é incrível, mas tudo é feito pelo homem. Aqui temos a natureza de verdade”, comparou.
Outro produto que coloca Kissimmee em posição singular é o universo das casas de férias, que transformou o condado na “capital mundial das vacation homes”, com cerca de 32 mil propriedades que vão de dois a 22 quartos, sendo muitas delas verdadeiras mansões equipadas com cinemas, pistas de boliche, salas de jogos e até foguetes cenográficos de três andares.
O público é variado: famílias, grupos, celebridades (como Lady Gaga, que costuma ocupar duas casas adjacentes) e viajantes que buscam conforto e privacidade. E, apesar da grandiosidade, muitas unidades têm tarifas semelhantes às de hotéis. Para Minich, isso ajuda a explicar por que a Travel + Leisure colocou Kissimmee no topo da lista de destinos mais acessíveis para o inverno deste ano.
Além das experiências de hospedagem, a gastronomia tem ganhado destaque na estratégia do destino. Um dos projetos mais celebrados por Minich é o Gastro Obscura Latin Food Trail, desenvolvido em parceria com o Atlas Obscura. A iniciativa reúne restaurantes autênticos de diversos países latino-americanos em um mapa interativo que apresenta histórias, sabores e curiosidades.
Minich lembra que o projeto nasce de uma realidade local marcante: 56% da população de Osceola County é hispânica, uma das maiores proporções dos Estados Unidos, o que faz da região um polo gastronômico e cultural singular. Lançado durante o Hispanic Heritage Month, o projeto começa com 20 restaurantes e chegará a 40 no próximo ano. “Não queríamos criar mais um circuito turístico. Queríamos que especialistas independentes contassem essas histórias”, explicou.
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