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JPMorgan segue vendo desafios e tem visão neutra para as ações

Em relatório sobre o setor petroquímico da América Latina, o JPMorgan destacou recomendação equivalente à neutra para as ações da Braskem (BRKM5), com preço-alvo de R$ 10,50 para os ativos. Às 13h43 (horário de Brasília) desta quinta-feira (5), os ativos BRKM5 caíam 2,44%, a R$ 9,20.

A equipe de análise apontou que o excesso de oferta de resinas continua a afetar as perspectivas de recuperação, mas a reestruturação pode desbloquear valor.

“Mantemos uma postura cautelosa em relação à Braskem, visto que a persistente pressão sobre as margens, o consumo contínuo de caixa e a crescente alavancagem (14,8 vezes a relação entre dívida líquida e Ebitda, ou lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações no 3T25) refletem os desafios contínuos do setor.

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Com o mercado global de PE (Polietileno) enfrentando um excesso de oferta prolongado e margens fracas, o banco prevê uma recuperação gradual no curto prazo e aguarda maior clareza sobre a racionalização do setor e a reestruturação da empresa antes de adotar uma perspectiva mais construtiva.

“2025 provou ser um ano particularmente desafiador para a Braskem, já que o mercado global de resinas enfrentou uma pressão significativa sobre as margens – um cenário que deverá persistir nos próximos anos. De acordo com a CMA, o mercado global de PE está entrando em um período prolongado de excesso de oferta, margens fracas e transformação estrutural, o que exigirá racionalização e consolidação substanciais para restaurar o equilíbrio”, avalia.

Neste sentido, aponta, o desempenho financeiro da Braskem reflete esses desafios, o que os leva a manter uma postura cautelosa em relação ao ritmo de recuperação. A visão é sustentada por preocupações com o consumo contínuo de caixa, o aumento da alavancagem e a necessidade de maior visibilidade sobre a racionalização do setor e a reestruturação da empresa.

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O PE continua sendo o termoplástico dominante no mundo, representando 39% do mercado estimado em 401,1 Mt (milhões de toneladas) em 2025.

Embora a demanda global esteja se recuperando da contração observada em 2023 – impulsionada pela melhora macroeconômica, demanda reprimida e reabastecimento de estoques – essa recuperação está sendo ofuscada por rápidas expansões de capacidade, especialmente na China continental.

“Como resultado, o excesso de oferta, as taxas de operação historicamente baixas e as margens comprimidas representam desafios até mesmo para os produtores mais eficientes em termos de custos. Nesse sentido, a otimização de custos tornou-se uma prioridade, com empresas fechando fábricas antigas e ineficientes, adiando o início da operação de novas unidades, visando mercados de resina PE de maior valor agregado e migrando para matérias-primas mais leves para reduzir custos”, apontam os analistas.

Espera-se que esse desequilíbrio mantenha a pressão de baixa sobre os preços por um longo período, com as taxas de operação globais permanecendo abaixo de 80% até 2032 e a recuperação prevista apenas para o final da década de 2030.

Além disso, as políticas públicas também estão moldando o mercado, visto que as medidas da China para 2024, com o objetivo de conter a “involução” (concorrência de preços baixos e excesso de capacidade), podem ser incorporadas ao 15º Plano Quinquenal a partir de 2026. Embora o excesso de capacidade fosse majoritariamente estatal em 2015, atualmente é predominantemente privado, com essas empresas dependendo de subsídios governamentais e resistindo a fusões ou supervisão externa.

Para o setor em geral, a dinâmica desafiadora persiste, mas a recuperação parece estar mais próxima. Embora o desempenho das ações tenha variado em todo o setor, 2025 marcou o ponto mais baixo para as empresas petroquímicas, com margens comprimidas e taxas de utilização em declínio, em meio a expansões contínuas de capacidade e paralisações limitadas.

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“Fortes fluxos de capital para mercados emergentes e potencial atividade de fusões e aquisições impulsionaram o desempenho do preço das ações, mas permanecemos cautelosos, pois os riscos de excesso de oferta limitam nossa capacidade de adotar uma visão mais construtiva, apesar do potencial de alta”, avaliam os analistas. Como resultado, reitera nossa posição neutra para o setor, com preferência por Alpek, seguida por Orbia e depois Braskem.



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