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Jatos E2 da Embraer vão permitir a Latam ampliar voos

Com a chegada dos jatos E195-E2, a Latam projeta expansão para até 35 novas cidades na América do Sul

A introdução dos jatos Embraer 195-E2 na frota da Latam Airlines permitirá ampliar significativamente a malha regional, com potencial para adicionar até 35 novos destinos na América do Sul, além dos 130 atualmente operados pelo grupo no continente.

A expectativa é receber os primeiros E2 a partir de 2026, que serão gradativamente introduzidos na malha regional do grupo sul-americano.

Em entrevista ao site Aviation Week, Roberto Alvo, CEO da Latam Airlines, disse que a chegada das novas aeronaves possibilitará o atendimento a cidades médias e remotas, onde o transporte aéreo representa a única alternativa prática de deslocamento. O executivo destacou que há cerca de duzentos municípios sul-americanos com populações entre 200.000 e 500.000 habitantes, cujas taxas de viagens per capita são muito inferiores às observadas em grandes centros urbanos.

Planos de expansão

A Latam Airlines, que é o maior operador aéreo da América do Sul, encomendou 24 unidades do E2 em setembro. Embora tenha um pedido robusto com a Embraer, o grupo também conta com um plano de renovação de frota que incluí quinze Boeing 787-9, além de mais de oitenta Airbus A320/321neo que serão entregues ao longo dos próximos anos.

A partir de 2027, a Latam deve receber cinco A321XLR arrendados junto à Air Lease Corporation. O maior alcance do modelo permitirá explorar novas rotas longas e de menor capacidade, especialmente entre cidade secundárias na América do Sul e nos Estados Unidos.

Embora o cenário de entregas mostre melhora, Alvo disse que os atrasos e problemas de confiabilidade dos motores ainda persistem. O executivo apontou evolução no desempenho dos Rolls-Royce Trent usados nos 787, mas observou que as dificuldades permanecem nos Pratt & Whitney instalados nos A320neo.

Apesar disso, ele destacou o “foco e comprometimento” dos fabricantes em resolver as questões, embora admita que a normalização plena deve levar alguns anos.

No caso da Boeing, o CEO disse haver “clara melhoria” nas entregas da família 787, após um período marcado por sucessivos adiamentos.





Fonte

Redação

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