O Irã advertiu que poderá atingir alvos selecionados, incluindo ‘esconderijos’ dos EUA nos Emirados Árabes Unidos (EAU), e alertou civis a evacuarem áreas específicas neste sábado, projetando uma postura desafiadora depois que forças dos EUA atingiram na véspera instalações militares em seu principal centro de petróleo.
Algumas operações de carregamento de petróleo foram suspensas no emirado de Fujairah dos EAU, um importante centro de abastecimento de combustível e terminal de exportação de petróleo bruto do país, disseram fontes da indústria e do comércio, com imagens de TV mostrando nuvens de fumaça escura e espessa subindo no ar.
Um porta-voz militar iraniano pediu que as pessoas nos Emirados Árabes Unidos evacuassem portos, docas e ‘esconderijos norte-americanos’, dizendo que as forças dos EUA tinham como alvo as ilhas iranianas a partir dessas áreas.
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O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou atacar a infraestrutura de petróleo do centro da ilha de Kharg, no Irã, a menos que Teerã parae de atacar as embarcações no Estreito de Ormuz, aviso que poderá agitar ainda mais os mercados que estão lidando com uma interrupção histórica no fornecimento.
Trump combinou seu ultimato de sexta-feira com uma publicação nas redes sociais dizendo que os EUA haviam ‘destruído totalmente’ alvos militares na ilha, o terminal de exportação de 90% dos embarques de petróleo do Irã, que fica a cerca de 500 km a noroeste do estreito.
À medida que a guerra entra em sua terceira semana, o Irã, no entanto, minimizou a extensão dos danos em Kharg, ameaçando intensificar o uso de armas mais poderosas e alertando que partes dos Emirados Árabes Unidos são um alvo legítimo.
‘Declaramos aos líderes dos Emirados Árabes Unidos que o Irã considera um direito legítimo defender sua soberania nacional e seu território, tendo como alvo a origem dos lançamentos de mísseis inimigos norte-americanos nos portos marítimos, docas e abrigos militares dos EUA escondidos em algumas cidades dos Emirados Árabes Unidos’, disse um porta-voz da Guarda Revolucionária do Irã.
O Ministério das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos não respondeu imediatamente à acusação iraniana de que o ataque à Ilha de Kharg se deu por meio do país.
Nove mísseis balísticos e 33 drones foram lançados do Irã em direção aos Emirados Árabes Unidos no sábado, informou o Ministério da Defesa.
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O Irã alertou moradores para que deixem as áreas próximas ao porto de Jebel Ali, em Dubai, ao porto de Khalifa, em Abu Dhabi, e ao porto de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, e disse ter como alvo as filiais de bancos norte-americanos no Golfo Pérsico.
Fujairah, fora do Estreito de Ormuz, é a roda de saída de cerca de 1 milhão de barris por dia do petróleo bruto Murban dos Emirados Árabes Unidos — volume equivalente a cerca de 1% da demanda mundial.
Trump disse no sábado que muitos países estariam enviando navios de guerra junto com os Estados Unidos para abrir o Estreito de Ormuz. Ele não forneceu detalhes sobre quais países fariam isso, mas em sua postagem no Truth Social ele disse que esperava que a China, a França, o Japão, a Coreia do Sul, a Reino Unido e outros enviassem navios para a área.
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O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, que substituiu seu pai morto, disse que a hidrovia estratégica deve permanecer fechada como uma ferramenta de pressão.
O Comando Central dos EUA disse no sábado que suas forças atingiram mais de 90 alvos militares iranianos na Ilha Kharg, destruindo locais como instalações de armazenamento de minas navais e bunkers de armazenamento de mísseis.
Nos bastidores, o ressentimento já vinha crescendo nas capitais árabes do Golfo Pérsico por terem sido arrastadas para uma guerra que não iniciaram nem endossaram, mas que agora estão pagando econômica e militarmente, disseram fontes regionais à Reuters.
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Anwar Gargash, conselheiro diplomático do presidente dos Emirados Árabes Unidos, disse em um post no sábado: ‘A estratégia iraniana, que reflete sua incapacidade de confrontar os ataques dos EUA e de Israel, tendo como alvo os estados árabes do Golfo, revela uma impotência militar, uma falência moral e um isolamento político.’
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