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Interceptações de caças contra aviões civis crescem nos EUA em 2025

Norad já soma 37 ocorrências até agosto e deve repetir número elevado de violações registrado em 2024

O Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte (Norad, na sigla em inglês) registrou 37 interceptações de aeronaves civis em espaço aéreo restrito nos Estados Unidos até 21 de agosto de 2025. O volume mantém o ritmo do ano anterior, quando foram contabilizadas 72 ocorrências — antes disso, o Norad não havia ultrapassado 40 interceptações anuais desde pelo menos 2017.

As interceptações fazem parte da Operação Noble Eagle, lançada após os atentados de 11 de setembro de 2001, e são conduzidas por caças armados que atuam no policiamento aéreo. O procedimento envolve aproximação lateral, sinais visuais e, em casos extremos, o disparo de sinalizadores. O objetivo é retirar a aeronave da área restrita e garantir o pouso em segurança.

As restrições de voo são estabelecidas em razão de agendas presidenciais e grandes eventos, como o Super Bowl ou convenções partidárias. Áreas associadas ao ex-presidente Donald Trump, como o clube de golfe em Bedminster (Nova Jersey) e o resort Mar-a-Lago (Flórida), também estão entre as zonas frequentemente sujeitas a limitações temporárias.

Usualmente as infrações ocorrem por falhas de planejamento de voo, como não atenção ao Notam e uso incorreto de tecnologias, como GPS. Mesmo a maioria dos casos ocorrendo por descuido, a violação de espaço aéreo restrito pode levar pilotos civis a situações de risco e investigação por autoridades federais.

Segundo o The Wall Street Journal, as violações ocorrem algumas vezes por semana, com aumento nos finais de semana. Em agosto, por exemplo, sete aeronaves civis entraram em espaço restrito sobre Bedminster, exigindo a ação de caças da Guarda Aérea Nacional. Embora os incidentes sejam recorrentes, nenhuma aeronave privada foi abatida.

Pilotos podem ser submetidos a sanções da Administração Federal de Aviação (FAA) e interrogatórios após o pouso. A Força Aérea estima que cada missão de interceptação custe cerca de US$ 10 mil por hora.

O Norad intensificou campanhas educativas em eventos de aviação para reduzir violações, orientando sobre a checagem de avisos de restrição antes de cada voo. Apesar disso, autoridades admitem que falhas humanas e tecnológicas seguem entre os principais fatores que levam às interceptações.





Fonte

Redação

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