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Indicado a 9 Oscars, o filme com Timothée Chalamet que virou febre da crítica está sob demanda no Prime Video

Ensaboado, afeito a trambiques, fanfarrão, Marty Mauser quer dominar o mundo. “Everybody Wants to Rule the World” (1985), o clássico do Tears for Fears, dá uma pista sobre o que esperar de “Marty Supreme”, mas antes o épico de Josh Safdie perpassa três décadas da vida de Marty Reisman (1930-2012), personagem tão sedutor quanto desagradável. Safdie e o corroteirista Ronald Bronstein fazem essa mistura do biográfico com o inventado e criam um dos filmes mais instigantes do cinema recente, uma composição minuciosa de um homem de grandes ambições, vaidoso, megalomaníaco, egocêntrico — o americano perfeito, dirão. Um vendedor de sapatos tornar-se uma celebridade internacional não é nada de mais; a forma como a mágica se dá é que intriga.

Ser ou não ser

Marty acende fogueiras que não quer apagar, e entre uma e outra venda na sapataria de Christopher Galanis, arrasta para o estoque Rachel Mizler, a amiga de infância que vai atrás dele durante o expediente. Galanis ser vivido por John Catsimatidis, o dono de uma rede de supermercados, é só a primeira das muitas doses de cinismo e picardia de Safdie e Bronstein, que mantêm a cadência, mirando o entorno do protagonista até o público saber aonde pretendem chegar. Entre um e outro cliente, Marty também participa de torneios amadores de tênis de mesa, muito mais para

fazer contatos — e, claro, aparecer — do que para jogar. Numa dessas, ele vai parar numa suíte de luxo do Ritz, para onde tenta arrastar Kay Stone, uma ex-estrela de cinema da Era de Ouro de Hollywood, agora casada com Milton Rockwell, um figurão da indústria de canetas. E o que ele não consegue?!

Um sonhador tem que acordar

Em tudo que Marty faz há muito de cálculo, e com Kay não é diferente. Ele a conquista, sem deixar que Rockwell lhe escape, e no Japão, disputa um campeonato mais pomposo que o do segmento anterior, embora não vença. Ele volta a Nova York com muitas dívidas na mala, sem saber direito por onde recomeçar, e meio chocado com a gravidez de Rachel, que renega a princípio. Com a graça habitual, Timothée Chalamet costura as diversas subtramas do filme, levantando a bola que Odessa A’zion e Gwyneth Paltrow cortam, enquanto o diretor segue com suas boas sacadas, como a de dar a Kevin O’Leary, um dos apresentadores de “Shark Tank” (2009-2025), no papel de um empresário ingênuo. O pôster de divulgação aconselha-nos a sonhar alto, mas engana: “Marty Supreme” é a história de um sujeito que desperta a tempo. A propósito, quando é que Timothée Chalamet terá seu merecido Oscar?

Filme:
Marty Supreme

Diretor:

Josh Safdie

Ano:
2025

Gênero:
Comédia/Drama/Épico

Avaliação:

8/10
1
1




★★★★★★★★★★



Fonte

Redação

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