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Índia, Emirados Árabes e Arábia Saudita despontam como motores do crescimento da aviação global

Relatório da Avolon projeta lucro de US$ 41 bilhões para o setor em 2026 e aponta o sudeste asiático e o Oriente Médio como vetores de crescimento

A aviação global caminha para um novo ciclo de crescimento impulsionado por mercados emergentes do Oriente Médio e do Sul da Ásia, com destaque para a Índia, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita.

A avaliação consta do relatório 2026 Outlook: Up Next, divulgado pela empresa de leasing aeronáutico Avolon, que projeta lucro global de US$ 41 bilhões para as companhias aéreas em 2026, sustentado por preços de combustível historicamente moderados e pela continuidade do crescimento econômico.

De acordo com o estudo, 2026 deverá marcar o quarto ano consecutivo de rentabilidade do setor aéreo mundial, permitindo que as empresas recuperem mais de 80% das perdas acumuladas durante a pandemia, estimadas em US$ 182 bilhões. O desempenho financeiro é atribuído, em grande parte, à redução dos custos com combustível, que em 2025 representou uma economia de US$ 8 bilhões — cerca de um quinto do lucro líquido da indústria.

Novo eixo do transporte aéreo

Atualmente a Índia, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita concentram uma carteira conjunta de encomendas superior a 3.000 aeronaves, volume que supera em mais de duas vezes as respectivas frotas em operação. Aproximadamente 900 aviões devem ser entregues a esses mercados nos próximos três anos, refletindo estratégias de expansão agressivas e o papel crescente como hubs globais de conectividade.

Apesar do cenário de demanda favorável, o relatório alerta para restrições estruturais na oferta de aeronaves. As carteiras de pedidos da Airbus e da Boeing já se estendem por mais de onze anos, criando um ambiente de escassez que tende a pressionar tarifas de leasing e sustentar valores residuais elevados.

O cenário cria oportunidades para slots de entrega detidos por empresas de leasing, que ampliar sua importância estratégica, especialmente para companhias aéreas com níveis insuficientes de encomendas próprias.

Nesse contexto, o relatório estima que cerca de US$ 120 bilhões em novas aeronaves sejam entregues em 2026, um crescimento de 20% em relação ao ano anterior. As empresas de leasing deverão responder por aproximadamente metade das necessidades globais de financiamento da frota.

O relatório também aponta mudanças relevantes no perfil regional da aviação. Na Europa, o crescimento é liderado por companhias de baixo custo, enquanto grandes grupos priorizam consolidação.

Nos Estados Unidos, as maiores empresas aéreas ampliam modelos baseados em programas de fidelidade e serviços financeiros, ao passo que as ultra low-cost buscam reequilibrar suas operações, duramente impactados nos últimos anos.

Já a região Ásia-Pacífico enfrenta limitações de frota, com a China demandando cerca de 1.000 novas aeronaves no curto prazo.

Entre os riscos mapeados para 2026 estão o aumento da competição por capital e talentos com setores ligados à inteligência artificial e a persistência de incertezas geopolíticas. Ainda assim, o relatório destaca a resiliência do crescimento econômico global, com a expectativa de que noventa das maiores economias do mundo registrem expansão no próximo ano, sustentando a demanda por transporte aéreo internacional.





Fonte

Redação

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