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ICE usa Papai Noel em campanha para incentivar autodeportação de imigrantes nos EUA

ICE usa Papai Noel em campanha para incentivar autodeportação de imigrantes nos EUA

O Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) lançou uma campanha publicitária de Natal que provocou forte reação ao associar a figura do Papai Noel à repressão contra imigrantes em situação irregular.

Com estética típica das festas de fim de ano, mas linguagem intimidatória, o vídeo incentiva a autodeportação imediata, oferecendo dinheiro, passagem aérea gratuita e a alternativa explícita entre deixar o país voluntariamente ou ser preso e removido à força.

A peça mostra um homem caracterizado como Papai Noel, inicialmente sorridente, que em seguida veste um colete à prova de balas, empunha uma arma e passa a atuar como agente do ICE, participando de abordagens nas ruas, processando imigrantes em instalações do governo e conduzindo deportações até aeronaves.

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A mensagem central é evitar “a lista do Papai Noel” por meio da autodeportação registrada no aplicativo CBP Home.

Na legenda do anúncio, o governo afirma que imigrantes indocumentados que optarem por sair do país até o fim de 2025 receberão US$ 3.000, além de transporte gratuito para o país de origem. Segundo o Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS), o valor do incentivo foi triplicado especificamente para o período natalino.

“Estrangeiros ilegais devem aproveitar esse presente e se autodeportar. Se não fizerem isso, nós os encontraremos, vamos prendê-los, e eles nunca mais retornarão”, declarou o secretário do DHS, Kristi Noem.

A campanha se apoia no uso ampliado do aplicativo CBP Home, relançado em março pelo governo do presidente Donald Trump. A ferramenta, que na gestão anterior era utilizada para facilitar entradas legais, passou a ser apresentada como um canal para formalizar a saída voluntária de imigrantes sem status legal.

Desde janeiro, o governo Trump já deportou cerca de 622 mil pessoas em 2025, abaixo da meta de um milhão anunciada durante a campanha, mas com uma parcela relevante de saídas voluntárias. Ainda assim, integrantes do governo afirmam que a política migratória deve se tornar mais dura em 2026, com a ampliação de operações e do orçamento destinado à repressão.

Em julho, o Congresso aprovou um pacote de gastos que garante cerca de US$ 170 bilhões ao ICE e à Patrulha de Fronteira até setembro de 2029, um salto expressivo frente aos orçamentos anuais atuais.

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Os recursos devem financiar a contratação de milhares de agentes, a abertura de novos centros de detenção e parcerias com empresas privadas para localizar imigrantes sem documentação.

Segundo Tom Homan, o chamado “czar da fronteira”, as detenções devem “explodir” no próximo ano, incluindo ações mais frequentes em locais de trabalho.



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