O bloqueio aéreo atinge uma das regiões mais estratégicas da malha global, responsável por conectar passageiros entre Ocidente e Oriente com eficiência e sofisticação logística. Sem esses hubs, companhias aéreas foram forçadas a cancelar voos, redesenhar rotas e lidar com milhares de passageiros retidos em diferentes continentes.
No Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos, principal porta de entrada do país, ao menos 12 voos foram cancelados — seis chegadas e seis partidas — incluindo operações da Qatar Airways e da Emirates. No fim de semana, duas aeronaves chegaram a decolar com destino a Doha e Dubai, mas precisaram retornar a Guarulhos em razão do agravamento do conflito.
A Emirates anunciou a suspensão temporária de todas as operações de e para Dubai até terça-feira (3), às 15h no horário local, mantendo fechados os balcões de check-in e orientando passageiros a consultarem previamente o status dos voos. A companhia oferece remarcação sem custos para embarques até 20 de março ou reembolso integral. Já a Qatar Airways informou que retomará as operações apenas após autorização das autoridades de aviação civil do Qatar.
O impacto da Guerra no Oriente Médio vai além das rotas brasileiras. Dubai foi o aeroporto internacional mais movimentado do mundo em 2024, com 92 milhões de passageiros, segundo o Conselho Internacional de Aeroportos, superando o Aeroporto de Heathrow. Doha ocupa posição de destaque entre os dez principais.
Na Austrália, passageiros relataram à Reuters dificuldades para obter informações e reorganizar itinerários. Em Sydney, viajantes que seguiam para a Europa via Doha precisaram buscar rotas alternativas pelos Estados Unidos ou retornar ao ponto de origem após voos serem redirecionados no ar.
Companhias como a Virgin Australia cancelaram operações para Doha, enquanto a Cathay Pacific suspendeu todos os voos para o Oriente Médio até novo aviso. A Singapore Airlines interrompeu ligações com Dubai até 7 de março, e a Japan Airlines suspendeu a rota Tóquio–Doha.
Analistas do setor avaliam que, além dos cancelamentos, o aumento expressivo do preço do petróleo pressiona as margens das companhias aéreas, elevando custos operacionais e reduzindo o apetite por viagens à região.
O ambiente de instabilidade também repercute nos mercados financeiros. A alemã TUI Group, maior operadora de turismo da Europa, registrava queda de 7% nas primeiras horas de negociação. A holding International Airlines Group — controladora da British Airways — recuava 9%, enquanto Lufthansa e Air France-KLM perdiam cerca de 7%.
O efeito cascata alcançou ainda redes hoteleiras como a Accor e empresas de cruzeiros como a Carnival Corporation. Nos Estados Unidos, ações de companhias aéreas recuavam aproximadamente 5% no pré-mercado.
Para especialistas, a combinação entre zona de guerra ativa, fechamento de aeroportos estratégicos e volatilidade energética cria um cenário de incerteza prolongada. Companhias asiáticas como ANA Holdings, Air China e China Southern Airlines também registraram perdas significativas.
A provedora de dados VariFlight informou que empresas da China continental cancelaram mais de 26% dos voos programados para o Oriente Médio entre 2 e 8 de março.
Enquanto autoridades monitoram os desdobramentos diplomáticos e militares, o setor aéreo global se prepara para um período de ajustes operacionais e financeiros que pode redefinir fluxos e estratégias de conectividade internacional nas próximas semanas.
Em “Karatê Kid”, dirigido por Harald Zwart, Dre Parker, vivido por Jaden Smith, desembarca em…
A Associação Brasileira de Agências de Viagens do Rio Grande do Sul (Abav-RS) firmou o…
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o pastor Silas Malafaia almoçaram juntos, em São Paulo,…
O Governo de Sergipe, por meio da Fundação de Cultura e Arte Aperipê de Sergipe…
“Mensagem Pra Você”, dirigido por Nora Ephron, parte de uma ideia irresistivelmente simples: duas pessoas…
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (2) que a campanha militar…