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Grupo pró-Irã diz ter hackeado e-mail de diretor do FBI

Um grupo de hackers vinculado ao Irã acessou uma conta de e-mail do diretor do Departamento Federal de Investigações dos Estados Unidos (FBI), Kash Patel, e publicou na internet fotos pessoais dele, noticiou a imprensa americana nesta sexta-feira, 27.

O canal de televisão americano CNN, a agência de notícias Associated Press e outros veículos indicaram, com base em fontes próximas ao caso, que o ataque ao e-mail de Patel foi reivindicado pelo Handala Hack Team, grupo de cibercriminosos pró-Irã.

Segundo a CNN, os e-mails roubados incluem correspondências pessoais, comerciais e de viagens, e parecem datar de 2011 a 2022, antes de Patel ser nomeado diretor do FBI pelo presidente Donald Trump.

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Entre os materiais divulgados pelo Handala, havia fotos pessoais do funcionário, incluindo imagens dele fumando charutos e posando com um carro antigo.

“Kash Patel, o atual chefe do FBI, cujo nome já foi exibido com orgulho na sede da agência, agora verá seu nome na lista de vítimas de ataques cibernéticos bem-sucedidos”, dizia uma mensagem publicada na sext pelo grupo Handala.

O FBI confirmou em comunicado que “atores mal-intencionados” haviam atacado as informações do e-mail pessoal de Patel.

Também afirmou que foram tomadas “todas as medidas necessárias para mitigar os possíveis riscos associados a essa atividade”.

O Handala reivindicou a invasão ao e-mail de Patel nas redes sociais, afirmando que se tratava de uma resposta à apreensão pelo FBI de nomes de domínio que lhe pertenciam.

Não ficou claro quando o ataque cibernético reivindicado por Handala teria ocorrido. Reportagens de dezembro de 2024, antes de Patel ser confirmado como diretor, afirmavam que o atual diretor havia sido informado pelo FBI de que havia sido alvo de um ataque cibernético iraniano.

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O FBI e o Departamento de Justiça anunciaram há uma semana a apreensão de quatro domínios de sites que supostamente eram utilizados por hackers vinculados ao Ministério da Inteligência e Segurança do Irã. Entre os domínios apreendidos havia dois que supostamente eram usados pelo Handala.

Os sites eram utilizados para “operações psicológicas dirigidas contra adversários do regime”, publicar dados roubados e “pedir o assassinato de jornalistas, dissidentes do regime e cidadãos israelenses”, informou então o Departamento de Justiça.

O Departamento de Estado, por sua vez, ofereceu recompensa de até US$ 10 milhões (R$ 52,35 milhões) por informações que levem à identificação de membros do grupo de hackers. (Com Agências Internacionais)

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Redação

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