O governo federal avalia que as mudanças apresentadas pelo deputado Guilherme Derrite (PP-SP) no novo parecer do PL Antifacção abrem espaço para negociação, mas ainda apresentam riscos que precisam ser corrigidos antes da votação.
A análise do texto, que deve ser concluída até o fim do dia, é conduzida por técnicos do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), que defendem ajustes em pontos considerados sensíveis.
Entre os principais problemas identificados estão brechas que podem reduzir o financiamento da Polícia Federal (PF), sobreposição de leis penais e riscos de enquadramento de manifestantes como criminosos.
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Com isso, o Planalto articula para adiar a votação prevista para esta quarta-feira (12), apesar da intenção do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), de levar o projeto ao plenário ainda hoje.
O terceiro parecer apresentado por Derrite retirou dois pontos considerados inegociáveis pelo governo: a inclusão de trechos da Lei Antiterrorismo e a exigência de comunicação a governadores sobre operações da PF.
O movimento foi recebido como uma vitória política pelo Executivo. “Importante o recuo do relator no novo parecer do projeto de lei Antifacção Criminosa enviado pelo presidente Lula ao Congresso Nacional. Retirou as propostas que enfraqueciam a ação da PF e ameaçavam a soberania nacional”, escreveu a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, nas redes sociais.
Apesar disso, o MJSP quer manter o texto original como base. “Levamos seis meses para construir o nosso projeto. Ouvimos ministérios públicos, a PF, a sociedade civil e a academia. E fomos surpreendidos com relatórios produzidos em 24 ou 48 horas”, afirmou o ministro Ricardo Lewandowski.
O Planalto teme que, se aprovado como está, o texto gere insegurança jurídica e permita interpretações amplas que afetem o direito à livre manifestação.
“Se o problema está no conflito de competência da PF e na soberania nacional, a gente está discutindo. Vamos manter um texto duro — disso não abro mão”, afirmou Derrite ao lado de Hugo Motta na terça-feira.
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O governo deve insistir para que as mudanças sejam debatidas em plenário e tenta ganhar tempo para evitar uma aprovação apressada de um tema que segue no centro da disputa entre o Executivo e o Congresso.
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