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Governo lança Projeto Tapajós para estruturar turismo sustentável

Governo lança Projeto Tapajós para estruturar turismo sustentável

O Ministério do Turismo, em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), apresentou no último sábado (15) o Projeto Tapajós – A porta de entrada do turismo na Amazônia, durante painel realizado na COP30, em Belém (PA). A iniciativa reforça a estratégia do governo brasileiro de posicionar a região como um dos principais destinos de turismo sustentável do mundo.

REDAÇÃO DO DIÁRIO – com informações do MTur

O anúncio contou com a presença da ministra do Turismo em exercício, Ana Carla Lopes; da especialista do BID para a Amazônia, Ellen Acioli; da coordenadora-geral de Produtos e Experiências Turísticas do MTur, Fabiana Oliveira; e do chef paraense e embaixador gastronômico da ONU Turismo, Saulo Jennings.

Ao destacar um projeto amazônico dentro do maior fórum climático do planeta, o Ministério do Turismo evidencia o potencial do setor como ferramenta de desenvolvimento inclusivo e preservação ambiental. O Projeto Tapajós demonstra como o turismo pode gerar renda, fortalecer comunidades tradicionais e impulsionar a bioeconomia com a floresta em pé.

A iniciativa prevê a criação do Plano Estratégico do Turismo Sustentável do Baixo Tapajós, que engloba Santarém e Belterra. A região se destaca internacionalmente por suas praias fluviais, vivências comunitárias, biodiversidade única e gastronomia premiada.

Protagonismo local e fortalecimento de destinos

Para Ana Carla Lopes, o projeto marca uma virada na forma como o turismo pode transformar territórios amazônicos. “O Projeto Tapajós é uma demonstração concreta de que o turismo pode ser uma força motriz da bioeconomia amazônica. Estamos mostrando ao mundo, na COP30, que é possível gerar renda para os povos da floresta, fortalecer experiências autênticas e garantir que o desenvolvimento aconteça com a floresta em pé”, afirmou.

A especialista do BID, Ellen Acioli, reforçou a importância da cooperação internacional: “O BID tem trabalhado para apoiar iniciativas que conectam desenvolvimento econômico, inclusão e conservação ambiental. O Projeto Tapajós é um exemplo de como o turismo pode transformar territórios quando envolve as comunidades desde o início”.

Fabiana Oliveira destacou o impacto direto no fortalecimento das experiências turísticas da região. “Nosso objetivo é tornar esse destino ainda mais potente, com ações alinhadas ao desenvolvimento sustentável, respeitando a cultura e os saberes dos povos tradicionais”, disse.

Para o chef Saulo Jennings, referência da gastronomia tapajoara, o protagonismo dado às comunidades na COP30 é simbólico. “É muito significativo ver a Amazônia sendo discutida com a participação real das pessoas que vivem aqui. E ainda mais simbólico ter a gastronomia dos nossos ingredientes e dos povos tradicionais como parte essencial desse reconhecimento”, ressaltou.

Estrutura e etapas do projeto

Com duração prevista de 10 meses, o Projeto Tapajós será organizado em seis eixos:

  • infraestrutura e saneamento

  • ordenamento territorial

  • estruturação de produtos turísticos e marketing

  • fomento à economia criativa

  • atração de investimentos e concessões

  • linhas de crédito específicas para o setor

As ações incluem visitas técnicas, reuniões com lideranças e diagnóstico situacional detalhado. Ao final, será entregue um Plano de Desenvolvimento Integrado do Turismo Sustentável (PDITS), acompanhado de seis planos de ação temáticos.

Comunidades tradicionais no centro da construção

A participação de indígenas, ribeirinhos e quilombolas é colocada como base estruturante do projeto. A proposta reconhece essas populações como guardiãs dos valores culturais e naturais que sustentam o turismo amazônico, buscando beneficiá-las diretamente com geração de renda, valorização dos saberes e melhorias em infraestrutura.

Um diagnóstico preliminar do Ministério do Turismo aponta que o projeto poderá impactar positivamente 15 comunidades indígenas, mais de 30 comunidades ribeirinhas e tradicionais, 7 assentamentos e 3 comunidades quilombolas no Baixo Tapajós.

A execução ficará sob responsabilidade da OSCIP Garupa, organização que atua desde 2012 no fortalecimento do turismo sustentável em parceria com povos tradicionais.

Fonte: Assessoria de Comunicação do MTur



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