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Goldman vê aquisição da Verde como positiva para Vinci e destaca múltiplos atrativos

O Goldman Sachs classificou como positiva a aquisição de 50,1% da Verde Asset Managemen, de Luis Stuhlberger, pela Vinci Compass, anunciada na segunda-feira (6). Analistas do banco avaliaram a operação em R$ 350 milhões e destacaram que ela poderá elevar de forma imediata o lucro líquido ajustado por ação da Vinci em dois dígitos percentuais já a partir de 2026.

A aquisição da Verde, uma das casas mais tradicionais e respeitadas do mercado brasileiro, representa um aumento de cerca de 5% no total de ativos sob gestão (AUM) da Vinci, que somavam R$ 304 bilhões ao fim do segundo trimestre de 2025. A Verde contribui com R$ 16 bilhões, distribuídos entre fundos multimercado no Brasil e no exterior, além de fundos de previdência.

O Goldman calcula que o preço pago pela Vinci na transação implica um múltiplo de 2,6 a 3,6 vezes o resultado com taxas de administração estimado para 2026 da Verde, patamar significativamente inferior ao da própria Vinci, que negocia atualmente a 11,2 vezes seu resultado projetado.

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Na métrica de lucro distribuível por ação, a aquisição também parece vantajosa: o banco estima que o negócio adiciona entre 1% e 5% ao lucro por ação da Vinci em 2026, implicando um múltiplo de 5,4 a 9,2 vezes, contra 12,5 vezes no valuation da gestora compradora.

“Essa aquisição traz expertise adicional em gestão global e local de ativos a partir de uma casa altamente respeitada no Brasil, cuja equipe de gestão sênior continuará liderando os fundos da Verde”, dizem os analistas do Goldman Sachs.

O banco também destaca a permanência de Luis Stuhlberger à frente da operação, agora também como sócio da Vinci Compass. O modelo de governança será mantido, com independência na gestão dos fundos e comitês de investimento, mesmo após a integração à plataforma da Vinci.

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“A combinação entre a profundidade da distribuição regional da Vinci e o histórico da Verde pode acelerar a inovação em produtos e ampliar o alcance junto a investidores qualificados”, avalia o banco.

Com isso, o Goldman manteve recomendação de compra para as ações da Vinci, hoje negociadas em Nova York sob o ticker VINP. Após fechar em alta na véspera, o papel opera em queda de 1,31% no início da tarde desta terça-feira (7).



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Redação

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