O conselho de administração da Gol aprovou os termos da oferta pública de aquisição de ações preferenciais, operação que permitirá à companhia sair da Bolsa e passar a ter capital fechado. A decisão foi tomada em reunião realizada na última quarta-feira (4), sem a participação de conselheiros indicados pelo acionista controlador. O leilão da oferta está marcado para 19 de fevereiro, na B3.
A proposta, lançada em 29 de janeiro, atende às regras do estatuto social da empresa e do Nível 2 de governança da B3. A operação faz parte de uma reorganização societária que prevê a incorporação da Gol e da Gol Investment Brasil pela Gol Linhas Aéreas, empresas do mesmo grupo.
Futuro da Gol

Com a conclusão da operação, a empresa deixará de ter ações negociadas em bolsa e passará a operar como empresa de capital fechado, concentrando as atividades na Gol Linhas Aéreas, que já possui essa estrutura societária.
De acordo com o edital da OPA, os acionistas detentores das ações preferenciais abrangidas pela oferta poderão vender seus papéis pelo preço de R$ 11,45 por lote de 1.000 ações, identificadas pelo código GOLL54. O valor ainda poderá sofrer ajustes, conforme previsto no documento da operação.
A companhia informou que o preço ofertado é superior ao valor justo apurado pela Apsis Consultoria Empresarial, responsável pelo laudo de avaliação concluído em 9 de janeiro de 2026. A GIB, na condição de ofertante, foi a responsável por encaminhar o edital da OPA à companhia.
Em outubro do ano passado, a empresa já havia anunciado a intenção de promover a incorporação das companhias do grupo, sob a justificativa de simplificação da estrutura societária, busca por sinergias operacionais e redução de custos.

