Mateus Pongeluppi, vice-presidente Comercial e de Clientes da Gol Linhas Aéreas – Executivo apresenta crescimento da Gol, impacto de rotas e parcerias na aviação (Beatriz Waehneldt/M&E)

RIO DE JANEIRO – Durante painel no TurisMall 2026, realizado no Rio de Janeiro, Mateus Pongeluppi, vice-presidente Comercial e de Clientes da Gol Linhas Aéreas, apresentou dados sobre o crescimento da companhia, o impacto da aviação no desenvolvimento do turismo e a expansão internacional da empresa. O executivo destacou como novas rotas estimulam a demanda e ampliam o fluxo de passageiros no Brasil.

Ao iniciar sua participação no painel, o executivo destacou o objetivo do encontro e agradeceu a organização do evento. “Boa tarde. Começo saudando e agradecendo todo mundo por estar aqui, falar desse tema que é super nobre, desenvolvimento do Brasil como um todo.”

Ele também mencionou o trabalho da equipe responsável pela realização do evento. “Essa saudação é estendida para toda a equipe que fez esse evento maravilhoso acontecer.”

Pongeluppi contextualizou a trajetória da companhia no setor aéreo brasileiro e comparou o tempo de atuação da Gol com o histórico de outras empresas presentes no painel. “A Gol é quase uma criança perto dos meus colegas aqui, a gente está feliz de estar completando 25 anos.”

Segundo ele, a história da companhia está diretamente ligada à expansão do transporte aéreo no Brasil. O executivo lembrou que, antes da criação da Gol, o volume de passageiros transportados no país era significativamente menor. “Quando a Gol surgiu, o Brasil tinha 30 milhões de passageiros por ano.”

De acordo com Pongeluppi, o cenário mudou poucos anos depois da entrada da companhia no mercado, impulsionado pelo modelo de negócios focado na ampliação do acesso ao transporte aéreo. “Cinco anos após o surgimento da Gol, que nasceu com uma proposta de democratizar o transporte aéreo, esse número tinha dobrado.”

Ele afirmou que a companhia teve participação relevante nesse crescimento. “Praticamente a Gol tinha essa posição que foi dobrada, esses 30 milhões adicionais.”

Para o executivo, esse histórico também representa um desafio para a companhia no presente. “A gente se orgulha muito disso, mas isso também traz um peso para a gente, porque a gente se pergunta o tempo todo como a gente continua esse legado.”

Pongeluppi afirmou que o desenvolvimento do turismo e da aviação depende de planejamento e decisões estratégicas, muitas vezes tomadas em contextos de restrições orçamentárias. “O turismo muitas vezes é visto como um luxo”, disse. “Eu sempre falo que o turismo às vezes é percebido como champanhe.”

Segundo ele, essa percepção não corresponde ao impacto econômico do setor. “E não é bem assim.”

Para ilustrar a importância da atividade turística, Pongeluppi citou exemplos de atrações que se tornaram símbolos internacionais de destinos. “Se a Torre Eiffel não tivesse sido construída, o que seria do tráfego para a França?”, questionou.

O executivo argumentou que o turismo exige planejamento de longo prazo e investimento, mesmo quando os resultados não são imediatos. “O turismo passa por uma decisão que muitas vezes não é óbvia. Você precisa acreditar naquilo.”

Segundo ele, o Brasil possui grande potencial turístico, mas precisa competir com outros destinos internacionais. “A gente tem belezas naturais que são inexoráveis, mas a gente também compete com outros destinos.”

Durante a apresentação, Pongeluppi compartilhou dados utilizados pela Gol no planejamento da malha aérea

“Novo voo cria até 80% mais passageiros”: Gol explica impacto da aviação no turismo brasileiro

Segundo ele, a abertura de uma nova rota tende a estimular a demanda por viagens. “Quando a gente decide colocar um novo voo, a gente assume que esse voo vai trazer um tráfego que não existe.” O executivo explicou que o impacto estimado é significativo. “Normalmente a gente assume que 80% é estímulo.” Isso significa que a criação de uma nova conexão pode gerar aumento expressivo no número de passageiros. “Aquele novo destino que não tinha conexão direta passa a ter até 80% a mais de passageiros.”

Ele destacou que esse percentual pode ser ainda maior quando se trata de destinos turísticos consolidados. “Quando o destino é mais reconhecidamente turístico, esses 80% são maiores.”

Além da análise sobre o impacto das rotas, Pongeluppi apresentou números da operação atual da Gol. Segundo ele, a companhia realiza centenas de voos diariamente. “A Gol hoje tem em média 700 voos por dia.” Em períodos de maior movimento, esse volume aumenta. “Na alta temporada chega perto de 800 voos.”

O volume diário de passageiros também foi apresentado pelo executivo. “São 100 mil passageiros que a gente transporta todos os dias.” Ele utilizou uma comparação para dimensionar esse fluxo. “Dois estádios de futebol lotados.”

Pongeluppi afirmou que a companhia vem registrando crescimento na malha doméstica e internacional. “A gente tem crescido num ritmo de dois dígitos na malha doméstica.”

No mercado internacional, o crescimento também foi expressivo. “Em 2025 a gente cresceu 30% na malha internacional.” Segundo ele, a alta temporada recente foi a maior da história da companhia. “A gente operou 65 mil voos e 12 milhões de assentos.”

O executivo explicou que esse resultado reflete a aposta da empresa no mercado brasileiro. “A gente acredita no Brasil e no momento do Brasil.”

Pongeluppi também destacou a importância das parcerias com outras companhias aéreas para ampliar a conectividade do país.

Entre os exemplos citados está a parceria com a American Airlines. “Noventa e cinco por cento das pessoas que chegam na American no Brasil e vão para outro lugar terminam a viagem voando Gol.” Segundo ele, o processo também funciona no sentido inverso. “Quando o passageiro que está voando Gol chega nos Estados Unidos, praticamente 100% está nas mãos da American.”

Para o executivo, essas parcerias exigem cooperação e planejamento entre as empresas. “Isso precisa de muita confiança, muitos desenvolvimentos e muitas conversas.”

Pongeluppi também destacou a operação da companhia no Rio de Janeiro, cidade onde ocorreu o evento

gol

Segundo ele, o aeroporto carioca é um dos principais pontos de distribuição de passageiros da empresa. “No ano passado transportamos 5 milhões de pessoas do Rio de Janeiro.”

Além do Rio, ele citou outros centros importantes da rede da companhia. “Rio de Janeiro, Salvador, Brasília e São Paulo são hubs importantes da Gol.”

O executivo também anunciou a expansão de rotas internacionais da companhia. “Recentemente divulgamos crescimento para rotas de longo curso.” Entre os destinos citados estão Nova York, Lisboa, Paris e Orlando.

Segundo Pongeluppi, a estratégia busca ampliar a conexão entre o Brasil e o restante do mundo. “A intenção é fazer o Brasil ficar mais próximo do mundo e o mundo ficar mais próximo do Brasil.”

Ele explicou que essa expansão exigirá mudanças na frota da companhia. “Nos nossos 25 anos operamos um só tipo de aeronave.”

Agora, a empresa pretende incorporar novos modelos para ampliar o alcance das rotas. “Estamos trazendo um novo tipo de aeronave para dar esse passo.”

O executivo afirmou que a companhia vê o futuro com otimismo, apesar dos desafios do setor. “Quando a gente toma a decisão de trazer um avião, são 12 anos de casamento.”

A apresentação da Gol no TurisMall 2026 destacou o papel da conectividade aérea na expansão do turismo e no desenvolvimento econômico do Brasil. Ao apresentar dados sobre crescimento da companhia, impacto de novas rotas e parcerias estratégicas, a empresa reforçou a importância do transporte aéreo na integração de destinos e na geração de fluxo de passageiros. Segundo a companhia, a ampliação da malha aérea e a incorporação de novas aeronaves fazem parte da estratégia para ampliar a presença internacional e fortalecer a ligação entre o Brasil e outros mercados.