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fraudes digitais avançam em viagens, festas

fraudes digitais avançam em viagens, festas

Golpes no Carnaval voltam a acender o sinal de alerta entre especialistas em segurança digital justamente no período em que milhões de brasileiros se deslocam pelo país para aproveitar viagens, blocos de rua e grandes eventos. A intensa movimentação física e online típica da folia cria o cenário ideal para a ação de criminosos, que exploram a pressa, a distração e o uso ampliado de aplicativos, redes sociais e conexões públicas para aplicar golpes cada vez mais sofisticados.

DA REDAÇÃO com assessorias

Especialistas de segurança da NordVPN apontam que o aumento no uso de aplicativos de transporte, compras online, serviços de viagem, redes sociais e Wi-Fi público durante o feriado amplia significativamente a superfície de ataque. Em meio à empolgação do Carnaval, muitos usuários acabam baixando a guarda, o que facilita fraudes difíceis de identificar no calor do momento.

Um estudo conjunto da NordVPN com a Saily revelou recentemente a expansão do comércio ilegal de documentos de viagem na dark web. A pesquisa identificou a venda de passaportes escaneados, contas de milhas e reservas de viagem, transformando dados aparentemente banais em ativos altamente valorizados no mercado clandestino.

De acordo com o levantamento, passaportes globais escaneados são comercializados por valores entre US$ 10 e US$ 200, enquanto documentos verificados da União Europeia podem chegar a US$ 5.000. Extratos bancários falsificados, selos de visto forjados e contas de fidelidade hackeadas — algumas com milhões de milhas acumuladas — são vendidos por centenas de dólares. Reservas em plataformas como Booking.com também aparecem à venda, muitas vezes com grandes descontos, a partir de US$ 250.

No Brasil, onde programas como Latam Pass, Smiles e TudoAzul fazem parte do cotidiano de milhões de consumidores, especialistas alertam que esse tipo de fraude se intensifica em períodos de alta demanda, como o Carnaval, quando aumentam as viagens, as reservas e os acessos às contas digitais.

Golpes no Carnaval exigem atenção redobrada

Embora o roubo de milhas e dados de viagem seja um exemplo concreto, ele está longe de representar o único risco. Os Golpes no Carnaval abrangem uma ampla gama de fraudes digitais que exploram emoções humanas como empolgação, medo, curiosidade e senso de urgência.

Entre os golpes mais recorrentes estão mensagens falsas que se passam por bancos, empresas de pagamento, companhias aéreas, operadoras de cartão e plataformas de entrega. Com tom alarmista, essas comunicações — enviadas por SMS, WhatsApp, e-mail ou redes sociais — induzem a vítima a clicar em links para “resolver” problemas inexistentes, confirmar compras falsas ou evitar supostos bloqueios de conta.

Nesse cenário, o phishing segue como uma das técnicas mais eficazes. Mesmo usuários experientes podem ser enganados quando abordados no momento certo. Durante viagens e festas, a vulnerabilidade aumenta, já que o acesso aos serviços costuma ser feito em movimento e com menor atenção aos detalhes. O uso crescente de inteligência artificial tornou as mensagens fraudulentas ainda mais convincentes, com textos bem escritos, linguagem natural e personalização com nomes reais.

Outro Golpe

Outro golpe comum no Carnaval envolve falsas promoções, sorteios e investimentos milagrosos divulgados nas redes sociais. Perfis fraudulentos prometem ingressos exclusivos, hospedagens com grandes descontos ou ganhos financeiros irreais, pressionando a vítima a agir rapidamente. O mesmo ocorre com lojas virtuais falsas, que copiam com perfeição sites legítimos e oferecem produtos ou pacotes de viagem muito abaixo do preço de mercado. Após o pagamento, o consumidor não recebe o que comprou.

Há ainda fraudes que exploram o uso intenso de tecnologia em ambientes públicos. Redes Wi-Fi abertas em aeroportos, rodoviárias, bares e até blocos de rua podem ser hotspots falsos criados para interceptar dados dos usuários.

Além disso, segundo estudo da NordVPN, 59% dos brasileiros utilizam leitores de QR Code semanalmente ou diariamente. Códigos adulterados e sobrepostos aos originais em restaurantes, estacionamentos ou materiais promocionais têm sido usados para redirecionar vítimas a sites maliciosos, comprometendo rapidamente informações pessoais, senhas e dados bancários.

“A indústria de viagens permanece um alvo extremamente valioso para criminosos digitais, porque concentra um grande volume de dados pessoais e financeiros sensíveis”, afirma Marijus Briedis, CTO da NordVPN. “Durante períodos de pico, como o Carnaval, Natal ou férias escolares, os golpes se intensificam. O consumidor precisa redobrar a atenção e reforçar a segurança digital, especialmente quando está fora da rotina.”

Como se proteger

Para reduzir os riscos, a NordVPN reforça a adoção de hábitos básicos de segurança digital, especialmente no Brasil, um dos países com maior uso de serviços digitais, redes sociais e programas de milhagem na América Latina.

O uso de senhas fortes e diferentes para cada serviço continua sendo uma das principais barreiras contra ataques. Pesquisas indicam que cerca de metade dos usuários ainda reutiliza senhas, o que facilita invasões em cadeia quando um único serviço é comprometido.

A autenticação multifator é outra medida essencial, pois adiciona uma camada extra de proteção mesmo quando a senha é descoberta. Monitorar regularmente o histórico das contas também ajuda a identificar movimentações suspeitas logo no início.

Evitar conexões em Wi-Fi público sem proteção e utilizar uma VPN ao acessar redes abertas reduz significativamente o risco de interceptação de dados. Durante viagens, o uso de eSIMs surge como alternativa mais segura, pois diminui a dependência de redes desconhecidas.

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