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França vai receber seis sistemas aéreos não tripulados

A França adjudica à Airbus Helicopters e à Naval Group a produção de seis drones VSR700 para a Marinha Francesa

O governo da França anunciou nesta sexta-feira (15), que adjudicou à Airbus Helicopters e à Naval Group um contrato para a produção de seis sistemas aéreos não tripulados (UAS) VSR700.

As aeronaves deverão entrar em operação na Marinha Francesa a partir de 2028.

Contrato e cronograma operacional

O acordo formaliza a passagem do programa para a fase de produção seriada, após campanhas de desenvolvimento e ensaios em ambientes terrestre e marítimo. A iniciativa está alinhada ao entendimento firmado no Paris Air Show 2025 e contempla, além do atendimento às necessidades francesas, a possibilidade de exportações futuras.

Configuração ISR e integração naval

As aeronaves serão entregues em configuração de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento (ISR), equipadas com radar de vigilância, sistema eletro-óptico e receptor AIS (Automatic Identification System). A Naval Group ficará responsável pela integração do VSR700 à arquitetura dos navios e pela interconexão com o sistema de combate por meio do Steeris Mission System.

Base tecnológica e desenvolvimento

O VSR700 é um UAS de uso dual, derivado do helicóptero tripulado Cabri G2, da Hélicoptères Guimbal. A versão militar naval foi desenvolvida e testada no contexto do programa SDAM, em cooperação com a Naval Group e sob coordenação da Direção-Geral de Armamentos da França (DGA). O sistema e seu pacote de missão passaram por extensas avaliações em terra e no mar.

Emprego operacional e capacidades

Projetado para operar de forma complementar a helicópteros tripulados, o VSR700 amplia a capacidade de coleta de inteligência das embarcações e viabiliza missões de vigilância de longa duração. A plataforma pode acomodar sensores de longo alcance e alto desempenho, permitindo flexibilidade de emprego.

Embora a Marinha Francesa utilize inicialmente a configuração ISR, o VSR700 é classificado como um UAS multimissão, com potencial para tarefas de logística e reconhecimento armado em ambientes marítimos e terrestres, além de aplicações civis, como combate a incêndios e resposta a desastres. 

Para viabilizar a nova etapa, a Airbus Helicopters estabeleceu uma estrutura industrial dedicada à produção em série.





Fonte

Redação

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