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Found footage volta com força em terror perturbador que chegou ao Prime Video

Found footage volta com força em terror perturbador que chegou ao Prime Video

O terror contemporâneo é muitas vezes acusado de valer-se de recursos fáceis, até grotescos — computação gráfica, sustos mecânicos, narrativas manjadas — para arrebatar o público. No caso de “Terror em Shelby Oaks”, por paradoxal que soe, é o found footage que revitaliza o gênero ao falar de traumas muito próximos da nossa verdadeira identidade, aquela escondida de todos e cujo significado só nós mesmos somos capazes de entender. Chris Stuckmann dirige seu primeiro longa depois de uma carreira como crítico, e deixa claro que seu território são as histórias sobre eventos misteriosos, mais precisamente as que têm cara de vídeo caseiro perdido no fundo da gaveta de uma velha estante. Stuckmann ainda consegue a saborosa proeza de incluir observações acerca de fenômenos recentes como os canais de vídeos no YouTube, confirmando que seu poder de (auto)análise segue em perfeita forma.

Shelby Oaks virou uma cidade-fantasma após uma espécie de maldição, e esses dois fatos relacionam-se ao desaparecimento de Riley Brennan, a líder do Paranormais Paranoicos, um grupo que investiga por conta própria manifestações do outro mundo e leva as imagens à web. A audiência só explode mesmo quando um vulto surge atrás da última foto que tiram juntos, e dias depois, Riley some sem deixar o menor vestígio. Stuckmann e a corroteirista Sam Liz, sua esposa, valem-se de tomadas curtas, com iluminação estourada e câmera na mão, aludindo a “A Bruxa de Blair” (1999), o, vá lá, clássico de Daniel Myrick e Eduardo Sánchez, com a vantagem de terem muito mais talento. Uma sequência na antiga prisão desencadeia o mistério que sustenta o filme, em cuja margem corre a subtrama de Mia, a irmã mais velha de Riley. Se no primeiro ato a performance de Sarah Durn impressiona pelas soluções que acha para materializar a inadequação da protagonista, Camille Sullivan torna-se a alma do filme ao detalhar em que proporção a tragédia continua a afligi-la, doze anos mais tarde. E ela tinha todos os motivos para se torturar, como se vê na conclusão, bastante formulaica, mas aterradora assim mesmo.



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