Desde segunda-feira (2 de fevereiro de 2026), turistas que desejam se aproximar da Fontana di Trevi, em Roma, para jogar moedas ou tirar fotos à beira do bas‑reliéu precisam pagar uma taxa de aproximadamente €2 (cerca de R$ 12–13) — uma mudança histórica em um dos cartões‑postais gratuitos mais visitados do mundo.
REDAÇÃO com jornais internacionais
A medida foi implementada pela prefeitura como parte de uma estratégia mais ampla para controlar a superlotação, organizar o fluxo de visitantes e gerar fundos para manutenção e conservação do patrimônio cultural italiano.
Autoridades dizem que a receita pode render cerca de €6,5 milhões por ano, com parte desses recursos financiando iniciativas culturais, como entrada gratuita em museus para moradores de Roma, e contratando mais funcionários para gerir o novo sistema de acesso organizado com filas e pontos de entrada e saída.
Resistência e questionamentos
Embora muitos turistas tenham aceitado o valor como um “pequeno preço para uma experiência melhor”, a medida também gerou críticas. Alguns visitantes consideram que um monumento histórico e símbolo da cidade eterna deveria permanecer acessível gratuitamente para todos, argumentando que cobrar entrada ameaça transformar a experiência de viagem em algo mais comercial e menos espontâneo.
Além disso, críticos questionam se a taxa de €2 realmente mudará de forma significativa o problema do turismo de massa — que já atrai até 70 000 pessoas por dia e cerca de 10 milhões ao ano ao local — ou apenas deslocará o fluxo para demais áreas sem estrutura adequada. Há ainda relatos de viajantes que preferiram continuar tirando fotos de longe ou ignorarem as regras de pagamento para permanecer próximos à fonte sem pagar.
Equilíbrio entre preservação e experiência
A adoção da taxa na Fontana di Trevi representa um ponto de equilíbrio entre a necessidade de proteger um patrimônio mundial e a busca por experiências turísticas de qualidade, em meio a um contexto global onde cidades históricas buscam formas de tornar o turismo mais sustentável. Romana como Veneza e outros destinos europeus têm adotado medidas similares para reduzir pressões — desde taxas de visitantismo até restrições de acesso em horários de pico — em um movimento mais amplo de turismo responsável e preservativo.
Como legado da tradição, o gesto de jogar moedas na água continua — e as moedas, uma fonte histórica de doações a instituições beneficentes como a Caritas, ainda seguem sendo coletadas pelas autoridades.

