Lançamento de foguete no Centro Espacial Kennedy inicia missão lunar de 10 dias com astronautas da NASA e do Canadá
O foguete Space Launch System (SLS), da NASA, decolou no início da noite de quarta-feira (1), a partir do Centro Espacial Kennedy, nos EUA, levando a espaçonave Orion, batizada de Integrity, em uma missão tripulada de dez dias à órbita lunar, a primeira em mais de cinquenta anos.
O estágio central do lançador, desenvolvido pela Boeing, completou sua queima nominal após cerca de oito minutos e meio de voo, separando-se conforme o previsto e permitindo a continuidade da trajetória da cápsula.
A missão transporta os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, além de Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense. O voo integra o programa Artemis, que visa restabelecer a presença humana na Lua e ampliar a exploração do espaço profundo.
Desempenho do estágio central
Durante a fase inicial do lançamento, o estágio central executou uma sequência completa de operações críticas, incluindo abastecimento criogênico, ativação hidráulica, ignição dos motores e controle do vetor de empuxo. Também foram concluídos o esvaziamento dos tanques, o desligamento dos motores RS-25 e as manobras de separação e descarte.
Com cerca de 65 metros de comprimento, o estágio central integra um tanque de oxigênio líquido com capacidade de 196 mil galões e um tanque de hidrogênio líquido de 537.000 galões. A estrutura inclui ainda seção intertanque, estrutura frontal e módulo de propulsão com quatro motores RS-25, responsáveis por gerar aproximadamente 2,2 milhões de libras de empuxo.
Produção
O estágio central é fabricado na Michoud Assembly Facility, com participação de fornecedores distribuídos em mais de 38 estados norte-americanos. A infraestrutura industrial sustenta a produção em série dos próximos estágios destinados às missões Artemis III, IV e V, atualmente em desenvolvimento nas unidades de Michoud e Kennedy.
Continuidade do programa
O sucesso do lançamento reforça o cronograma do programa Artemis, que prevê novas missões tripuladas e o estabelecimento de infraestrutura orbital e de superfície na Lua ao longo da década. A produção dos próximos estágios centrais segue em ritmo industrial, com integração progressiva dos sistemas para os voos subsequentes.

