A possível extinção da jornada de trabalho no modelo 6×1 e a redução do limite semanal de horas trabalhadas podem gerar impactos relevantes para o setor de eventos no Brasil. O alerta é da Associação Brasileira de Eventos (Abrafesta), que representa feiras, congressos, exposições e toda a cadeia de prestadores de serviços ligados à realização dessas atividades.
REDAÇÃO DO DIÁRIO – com assessorias
Segundo a entidade, mudanças no regime de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos setoriais específicos e implementadas de forma gradual, para evitar efeitos negativos sobre custos operacionais, preços e geração de empregos formais.
A Abrafesta destaca que o setor de eventos possui características operacionais distintas de outras atividades econômicas, com forte concentração de trabalho em períodos curtos e intensa demanda em fins de semana e feriados. A realização de eventos costuma envolver múltiplas equipes atuando simultaneamente em etapas como montagem, operação e desmontagem, muitas vezes dentro de janelas de tempo reduzidas.
Embora o parecer técnico da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) tenha como foco o setor do comércio, os dados ajudam a dimensionar possíveis impactos também sobre segmentos intensivos em mão de obra, como o de eventos.
De acordo com o estudo, mudanças na jornada de trabalho podem gerar aumento significativo na folha de pagamento, estimado em até 21% no recorte analisado. Esse cenário poderia pressionar as empresas a repassar custos para os clientes ou reduzir margens de lucro.
Para a Abrafesta, o impacto pode ser ainda maior no setor de eventos, que depende de escalas flexíveis para atender à dinâmica das produções e à necessidade de equipes trabalhando em horários alternativos.
Outro ponto de preocupação apontado pela entidade é o possível aumento da informalidade e da chamada pejotização irregular. O setor de eventos já convive com forte sazonalidade, o que torna a formalização da mão de obra um desafio constante.
A situação se torna ainda mais complexa diante da Portaria nº 3.665/2023 do Ministério do Trabalho e Emprego, que ampliou as exigências para o trabalho em feriados. Essas datas concentram parte significativa da atividade do setor, especialmente em feiras, congressos e eventos corporativos.
Diante desse cenário, a Abrafesta defende que qualquer alteração nas regras da jornada de trabalho considere as especificidades de cadeias produtivas intensivas em tempo, como a de eventos.
Para a entidade, uma eventual mudança no regime de jornada deve incluir um período de transição gradual, mecanismos de flexibilização negociada e medidas que estimulem a formalização do emprego.
A associação avalia que essas iniciativas são fundamentais para preservar a competitividade do setor, garantir segurança jurídica às empresas e manter a geração de empregos formais em toda a cadeia produtiva de eventos no país.
Agrinez Melo lança o livro “A Poética Matricial dos Orixás e Encantados: o Ara Ritual…
Ricardo Bezerra, e Daniel Bicudo, da Azul LinhasSÃO PAULO – A Azul Linhas Aéreas deu…
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin participou no início da noite em Brasília do lançamento…
Independentemente da sua profisso, setor ou nmero de pessoas que voc gerencia, suas tarefas dificilmente…
As dezenas do concurso número 6996 da Quina foram sorteadas na noite desta quarta-feira (8),…
O mercado editorial brasileiro está passando por uma mudança importante no perfil de leitores. Segundo…